A pergunta crucial sobre Ana Paula Rezende é: será candidata a vice-governadora até o dia 4 de outubro de 2026?

Até lá, daqui a sete meses, Frederico Peixoto Craveiro, Guilherme Dafico Bernardes (multimilionário, passa meses meditando na Índia) e Rodolfo Peixoto Craveiro — donos da FGR (que alguns empresários chamavam de FGR do I) —, pensando nos negócios, não vão demovê-la da disputa?

Uma fonte, do meio empresarial, disse que, desta feita, Frederico Peixoto não vai impedi-la de ser candidata. Conta-se que ele fechou a negociação com Wilder Morais pessoalmente, sem a intermediação de Ana Paula Rezende. Noutras palavras, o marido finalmente a liberou para ser candidata. É o empresário quem decide.

Iris de Araújo foi deputada federal e presidente do MDB em Goiás | Foto: Reprodução

Quem não se lembra que, quando instada a disputar a Prefeitura de Goiânia em 2024 — sim, pelo MDB (partido que resiste a todas as traições) —, Ana Paula Rezende recuou, alegando que o “patriarca” Frederico Peixoto não permitia?

Um emedebista histórico enviou duas informações que o “animado” Wilder Morais, pré-candidato a governador pelo PL, certamente não apreciará.

Candidata a deputada federal em 2014, com Iris Rezende forte em Goiânia, Iris Araújo foi olimpicamente derrotada, com uma votação espantosamente baixa: 66.234 votos.

Na eleição de 2018, quatro anos depois, Iris Araújo voltou a disputar mandato de deputada federal e, mais uma vez, foi derrotada — com uma votação bisonha: 39.976 votos. Iris Rezende permanecia “forte” em Goiânia.

O que realmente aconteceu: mesmo resistindo em Goiânia, pois havia se tornado um político municipal, Iris Rezende havia deixado de ser um político estadual. O tucano Marconi Perillo o “aposentou”, em termos da política no Estado, impondo-lhe três derrotas nas disputas para governador.

Porém, ao menos Iris Rezende era forte em Goiânia. Já Iris Araújo havia perdido conexão com os eleitores de Goiânia e de todo o Estado de Goiás. Tanto que Iris Rezende não conseguiu transferir votos para ela.

Já Ana Paula Rezende é, em termos políticos, apenas a primeira-dama da FGR, ou seja, do marido Frederico Peixoto — o amigo de Wilder Morais cuja modernidade é criar cidades feudais — bairros cercados — em Goiás e Senador Canedo. (E.F.B.)