O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, denunciou um ato, supostamente irregular, da gestão de Roberto Naves quando prefeito do município. A prefeitura pagava faculdade para cerca de 50 alunos do curso de Medicina. Ocorre que, por não ter dotação orçamentária, a administração de Naves deixou uma dívida de 10 milhões de reais para a gestão seguinte pagar. Ressalve-se: é preciso investigar quanto a prefeitura gastou no total antes de deixar a dívida apontada como “gigantesca”.

A nova gestão da Prefeitura de Anápolis, ante o fato de que prefeitura não tem obrigação oficial com o financiamento de cursos superiores, denunciou o fato ao Ministério Público de Goiás.

Paulo Henrique Martorini promotor Foto Divulgação
Paulo Henrique Martorini: promotor de justiça em Anápolis | Foto: Divulgação

Apuração da ocorrência de fraudes

A 5ª Promotoria de Justiça de Anápolis, por intermédio do promotor, Paulo Henrique Martorini, acatou a denúncia da prefeitura.

O documento do MP-Goiás assinala: “Incluir, como objeto de investigação, a apuração da ocorrência de fraudes no processo de inscrição, renovação e/ou renovação de discentes no Programa Graduação, bem como de eventual participação dolosa de agentes públicos, além dos danos causados ao Erário em razão do pagamento indevido de mensalidades em favor de quem não fazia jus ao benefício”.

O que o Ministério Público pontua tem a ver com a gestão de Roberto Naves — já que a gestão de Márcio Corrêa suspendeu a chamada “farra das bolsas de Medicina”. (E.F.B.)