Marconi Perillo pode recuar e apoiar Aava Santiago para governadora e pode pintar aliança com o PT?
31 janeiro 2026 às 21h00

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O que mais se diz nos bastidores é: como não conseguirá montar chapa no PSB para deputado federal — exceto com laranjas —, Aava Santiago tende a não queimar seu filme. Quer dizer: pode recuar e não ser candidata. Seria um gesto inteligente — e a jovem vereadora é tremendamente astuta.
Se não for candidata a deputada federal, Aava Santiago vai disputar o quê este ano? Não se sabe. E é preciso dizer que continua dizendo que vai postular uma vaga na Câmara dos Deputados.
Aava Santiago pode ser candidata a senadora na chapa do PT — em parceria com Edward Madureira, que deve ser o candidato do PT a governador — ou na chapa do PSDB, tendo como aliado seu amigo Marconi Perillo? São possibilidades que o pragmatismo político contempla.
Há outra hipótese — e é preciso alertar: trata-se de hipótese. Aava Santiago pode ser candidata a governadora apoiada pelo PT ou pelo PSDB? Ou pelo dois? Tudo é possível.
Pré-candidato a governador pelo PSDB, Marconi Perillo recuaria para apostar em Aava Santiago — que seria um elemento da renovação? Até pode ser. Mas é muito difícil, porque, na sua trajetória, nunca abriu espaço para nenhum aliado. Tanto que está indo para sua quinta eleição para governador, ou seja, mais panelinha, impossível.

Mas digamos que Aava Santiago acabe por se tornar candidata a governadora. Como ficaria o quadro? O PT poderia apoiá-la, mesmo sendo apoiada por Marconi Perillo? Por que não?
Aava Santiago mantém ligações com petistas goianos — com eventuais carraspanas — e com petistas nacionais, como o presidente Lula da Silva e a primeira-dama Janja Lula da Silva. Em Brasília, auxiliares de Janja chamam Aava Santiago de “Janjinha de Goiás”.
Poderá, então, pintar uma chapa com Aava “Janjinha” Santiago para governadora, Edward Madureira e Zacharias Calil para o Senado e Jalles Fontoura ou José Eliton na vice? Quem sabe. A política, dizem os experts, é uma caixinha de surpresas. É igual nuvem: uma hora de um jeito, na hora seguinte aparece com outra configuração.

45 pulgas atrás da orelha esquerda
Mas, ante o quadro especulado — a palavra a reter é: especulação (a partir do que se ouve nos bastidores) —, o que faria Marconi Perillo? Seria candidato a deputado federal — é o que quer vários de seus aliados, os mais realistas e que não têm espírito de rebanho.
O aumento da base governista, com a conquista do PL e do PSD, teria “assustado” Marconi Perillo. A bem da verdade, o tucano nunca disse que não será candidato a governador.
Mas o amplo cerco aos partidos políticos em Goiás — uma jogada de mestre do governador Ronaldo Caiado — teria deixado o tucano-chefe com 45 pulgas atrás da orelha esquerda. Uma coisa já percebeu: sobrou, como possível aliado, só o PT. Ao PT sobrou, com relativa consistência, apenas o PSDB de Marconi Perillo.
Se Marconi Perillo for candidato a deputado federal — é o que quer o PSDB nacional —, o partido passa a ter chance de eleger de um a dois deputados federais. (E.F.B.)

