Lula pode definir Adriana Accorsi pra governadora em Goiás, como definiu Haddad em SP, Brizola no RS e Pacheco em MG
11 abril 2026 às 21h00

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Com o apoio do presidente do PT nacional, Edinho Silva, o presidente Lula da Silva está costurando candidaturas a governador em vários Estados. Sempre buscando ampliar a aliança. No Rio Grande do Sul, atropelou os petistas locais e impôs a candidatura de Juliana Brizola, do PDT. Ela é neta de Leonel Brizola.
Em Minas Gerais, Lula da Silva decidiu bancar o senador Rodrigo Pacheco, que será candidato a governador pelo PSB.
Em São Paulo, Lula da Silva bancou Fernando Haddad, do PT, para governador. Para o Senado, suas apostas são Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, do partido Rede. Trata-se de uma composição inteiramente formulada e imposta pelo presidente.

São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul têm o primeiro, segundo e quinto maiores eleitorados do país. Por isso, o olhar atento de Lula da Silva às suas composições político-eleitorais.
Lula da Silva também está de olho em Estados com eleitorados menores. Porque, em 2022, venceu Jair Bolsonaro, do PL, por 2 milhões de voto. Goiás tem 5 milhões de eleitores.
Lula quer Adriana no jogo em Goiás
Não há a menor dúvida que Lula da Silva, Edinho Silva e José Dirceu têm um nome para a disputa do governo de Goiás. Trata-se da deputada federal Adriana Accorsi, presidente do PT no Estado.
Entretanto, Adriana Accorsi está fugindo da disputa como o diabo foge da cruz. Porque teme ficar sem mandato, entre 2027 e 2030. Ela planeja, na verdade, ser candidata à reeleição e, se for, tende a ser a mais votada do partido.

O PT goiano receia que, se Adriana Accorsi não for candidata a deputada federal, o partido pode acabar elegendo apenas um deputado — o decano Rubens Otoni. Com Adriana Accorsi no páreo, acredita-se que o PT poderá eleger dois ou três deputados. Os mais cotados são Adriana Accorsi, Rubens Otoni e Edward Madureira. Delúbio Soares é o azarão — tanto pode ser muito bem votado quanto pode repetir a votação de Olavo Noleto, pouco mais de 30 mil votos.
Por ser presidente da República, é óbvio que Lula da Silva planeja eleger uma grande bancada de deputados federais. Mas, dada a polarização com Flávio Bolsonaro (PL) — que saltou para o primeiro lugar, na última pesquisa do instituto Datafolha —, o petista-chefe Silva avalia que precisa de chapas fortes para os governos dos Estados.

No momento, o PT de Goiás tem registradas três pré-candidaturas para o governo do Estado: Cláudio Curado, jornalista, Luis Cesar Bueno, ex-deputado estadual, e Valério Luis Filho, advogado e mestre em Filosofia.
Os três pré-candidatos são qualificados. Mas não são os nomes da preferência da cúpula nacional. José Dirceu disse a um petista goiano que Lula da Silva ainda espera por Adriana Accorsi. Acredita-se, no Palácio do Planalto, que a deputada precisa fazer um sacrifício pela candidatura à reeleição do petista-chefe.
A hora da evangélica Aava Santiago

O PT nacional, com certo entusiasmo de Lula da Silva, sugere que, se “Adriana Accorsi fugir da raia” e não se comprometer com o projeto nacional do PT, pode-se buscar uma alternativa fora do petismo para a disputa do governo de Goiás.
Lula da Silva teria dito a dois políticos goianos, um deles do PT, que a vereadora Aava Santiago, do PSB, é um nome possível para o governo. Como ela não conseguiu definir uma chapa consistente de candidatos a deputado federal, há a possibilidade de que seja candidata a governadora, com Luis Cesar Bueno ou Valério Luiz Filho na vice.
Aava Santiago, por ser evangélica e ter discurso afiado, agrada tanto Lula da Silva quanto a primeira-dama Janja. O presidente teria dito que a vereadora de Goiânia “tem cara de petista”.
Depois da informação de que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, repassou 14,5 milhões de reais a Marconi Perillo, o PT pode ter, finalmente, desistido do tucano. Mas há setores do partido que ainda avaliam que não se deve descartar uma aliança com o ex-governador.
Se Adriana Accorsi e Aava Santiago escaparem das pressões de Lula da Silva e Edinho Silva, a tendência é que o PT banque Luis Cesar Bueno para governador de Goiás. (E.F.B.)

