Lula e Edinho Silva podem pressionar Adriana Accorsi para ser candidata a governadora
28 fevereiro 2026 às 21h00

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No momento, o PT tem quatro pré-candidatos a governador inscritos: Cláudio Curado, jornalista e ex-presidente do Sindicato de Jornalistas de Goiás; Edward Madureira, vereador em Goiânia e ex-reitor da UFG; Luis Cesar Bueno, ex-deputado estadual, e Valério Luiz Filho, advogado e mestre em Filosofia.
Dos quatro, dois largaram na frente. O preferido da maioria dos petistas é Edward Madureira. Porque mantém forte interlocução com a sociedade goiana, para além da bolha petista.
Se Edward Madureira disser que quer mesmo ser candidato — e ele parece entusiasmado —, Luis Cesar Bueno retira sua postulação e o apoia.
No entanto, o PT ainda não desistiu de Marconi Perillo, o pré-candidato do PSDB a governador. “Com o anúncio da candidatura de Wilder Morais, do PL, Marconi só terá alguma chance de figurar bem na disputa se compor com o PT. Mas admito que, apesar de saber das articulações nacionais, não tenho muita esperança. Porque o tucano adotou um discurso político de direita e com críticas ao presidente Lula”, afirma um petista do primeiro time.

Três petistas, todos da cúpula nacional, afirmam que o presidente Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, e Edinho Silva, presidente nacional do PT, não querem uma candidatura proforma a governador. Exijam um candidato consistente para “puxar” votos para a campanha presidencial do petista-chefe e para fortalecer a chapa de candidatos a deputado federal.
Portanto, sem Marconi Perillo — um ex-governador de quatro mandatos —, o PT nacional e Lula da Silva podem exigir que a candidata seja a deputada federal Adriana Accorsi. O recado é mais ou menos este: “Vamos fazer política de gente grande, não vamos brincar de fazer política”.
Adriana Accorsi está fazendo o impossível para não ser candidata, por isso tem articulado o advogado Valério Luiz Filho, sua aposta, e o vereador Edward Madureira. Mas, pressionada por Brasília, pode acabar recuando para ser candidata a governadora.
E depois? “Se Lula for reeleito, Adriana Accorsi — se for derrotada — será nomeada para a Secretaria de Segurança Pública ou para o Ministério de Segurança Pública, a ser criado”, afirma um petista da cúpula nacional. (E.F.B.)

