Líder do MDB em Rio Verde diz que Ana Paula, ao se unir à extrema direita, trai a história de Iris Rezende
21 fevereiro 2026 às 18h08

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Aliado do prefeito Wellington Carrijo, do MDB, e do deputado estadual Lucas do Vale, do MDB, Manuel Cearense é um dos principais líderes do partido no Sudoeste de Goiás, notadamente em Rio Verde.
“Nenhum emedebista do Sudoeste, a região mais próspera de Goiás, recebeu ao menos um telefonema de Ana Paula Rezende avisando que iria sair do MDB para ser vice de Wilder Morais, pré-candidato do PL a governador de Goiás”, assinala Manuel Cearense. “Um verdadeiro político precisa entrar em contato com seus aliados.”
“Iris Rezende era um político de centro e jamais se aliaria à extrema direita, que, por sinal, o cassou na década de 1960. Agora, assiste-se Ana Paula, a quem respeito como pessoa, aliando-se a Wilder Morais, um senador apoiado pela extrema direita bolsonarista. Há uma questão curiosa: um dos aliados de Wilder em Rio Verde, Lissauer Vieira, era líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e tinha o hábito de fazer o ‘L’, ao lado do deputado Karlos Cabral. Então, como Wilder pode dizer falsamente que alguém é da esquerda se o ‘Vermelhão” de Rio Verde, Lissauer, o apoia?”
“Wilder talvez não saiba, pois é um homem mais dos negócios do que da política, mas Iris Rezende teve um vice-prefeito de esquerda, Paulo Garcia, do PT. Depois, o apoiou para prefeito. Não sou eu quem está falando — é a história viva de Goiânia”, destaca o emedebista. “Por sinal, sempre apoiei Iris Rezende e Maguito Vilela.”
“Me espantou também a fala de Ana Paula dizendo que não tinha espaço no MDB. Ora, a jovem não foi candidata a prefeita de Goiânia, em 2024, porque o marido Frederico Peixoto não deixou — alegando que precisava proteger os negócios da Construtora FGR. A partir do dia 4 de abril de 2026, um mês e pouco, ela assumiria a presidência do MDB. Estou falando de fatos e não de mentiras convenientes”, sublinha Manuel Cearense.
“Daniel Vilela se tornou vice do governador Ronaldo Caiado dado, em larga medida, o empenho de Iris Rezende. O nosso líder avaliava que, com sua indicação para vice, seria candidato a governador em 2026 e, assim, o MDB voltaria ao poder — o que era seu grande sonho”, sublinha o emedebista de Rio Verde.
“O descaminho de Ana Paula para a direita resulta mais de imaturidade e birra. Tanto que ninguém do MDB, os que não traem, irá acompanhá-la.”
“Então, lamento que, ao se unir à extrema direita, Ana Paula esteja traindo a história de Iris Rezende. Ela está se unindo àqueles que cassaram o seu pai. Falam em ‘síndrome da realeza’. Eu sugiro que se trata de síndrome de Estocolmo”, postula Manuel Cearense. (E.F.B.)

