Gayer hoje corre atrás de aliança que já repudiou
03 janeiro 2026 às 21h00

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Na política, nada é, tudo está. Os mais experientes nessa arte já sabem disso: não é possível ser radical ou literal demais, uma vez que o indivíduo que você ataca hoje é o que você abraça amanhã. Política é isso, o interesse coletivo acima do individual. E o deputado federal e dirigente do PL de Goiânia, Gustavo Gayer é um exemplo claro dessa máxima.
Vale destacar, no entanto, a trajetória de “aprendizado” do deputado. O ano era 2024, especificamente dezembro, quando o diretório municipal do Partido Liberal de Goiânia emitiu uma nota de repúdio contra Major Vitor Hugo, ex-deputado federal e vereador eleito pelo partido.
Conforme a nota, Vitor Hugo, de forma unilateral, teria deflagrado uma “articulação para aproximar a sigla ao projeto do atual vice-governador e pré-candidato” ao governo de Goiás, Daniel Vilela, indo contra a posição do PL, que, ainda de acordo com o texto, terá candidato próprio nas próximas eleições.
O motivo da nota seria uma reunião articulada por Vitor Hugo, mas pedida pelo próprio Jair Bolsonaro, entre o ex-presidente (hoje preso) e Daniel Vilela. Vitor Hugo foi um dos primeiros do partido em Goiás, e aquele que assumiu o desgaste de defender uma aliança entre o PL e Daniel Vilela – deu no que deu: foi alvo de nota de repúdio e tudo.
À época, Gayer era um defensor veemente do projeto de Wilder Morais, que quer disputar o Palácio das Esmeraldas. Hoje, um ano depois de ter repudiado a tentativa de Vitor Hugo de abrir caminho para uma construção entre o bolsonarismo e Daniel Vilela em Goiás, o deputado federal parece ter aceitado que a aliança é, de fato, o melhor caminho.
Conforme apurado pela coluna Bastidores, Gayer defende com convicção a aliança que, na prática, o colocaria na chapa governista ao Senado, ao lado de Gracinha Caiado, e tiraria Wilder do jogo eleitoral.
Na reunião ocorrida no Palácio Pedro Ludovico entre Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro, Wilder Morais e Gustavo Gayer, as intenções teriam, inclusive, ficado muito claras: enquanto Wilder teria insistido, ainda, em sua pré-candidatura, Gayer teria ido contra e exposto que a união do PL com Vilela era a melhor estratégia. (T.P.)

