O Jornal Opção tem conversado, com frequência, com o presidente do PDT em Goiás, deputado estadual George Morais.

O parlamentar repete sempre a mesma história: a deputada federal Flávia Morais, sua mulher, e ele planejam permanecer no PDT. O dia do fico ou não-fico será 30 de março.

Ante a dúvida, o Jornal Opção decidiu conversar com uma fonte do PDT em Brasília, em busca de uma informação mais precisa.

O repórter ouviu que, de fato, Flávia Morais e George Morais não querem sair do PDT. Estão no partido há vários anos e são respeitados pelo presidente nacional, Carlos Lupi.  

Carlos Lupi: o interesse do presidente do PDT é só pelo passe de Flávia Morais | Foto: Agência Senado

Então, qual é o jogo real, aquele que aparece nos bastidores, mas não chega ao público?

Fundo eleitoral do PDT é milionário

A fonte do PDT afiança que o partido tem cerca de 12 milhões de reais de fundo eleitoral para a disputa de mandatos de deputado federal e estadual em Goiás. A fortuna está à disposição de Flávia Morais, George Morais e demais aliados goianos.

Porém, mesmo tendo dinheiro e tempo de televisão, Flávia Morais e George Morais não conseguiram formatar uma chapa de candidatos a deputado federal. Por isso, a indecisão se a dupla saiu ou fica no PDT.

Nesta semana, frisa o pedetista de Brasília, o casal Flávia Morais e George Morais podem ter encontrado uma saída satisfatória.

George Morais: caminhando para se filiar ao MDB | Foto: Divulgação

Será assim, ou mais ou menos assim: George Morais tende a se filiar ao MDB, para disputar a reeleição, e Flávia Morais deve ficar no PDT (se não ficar, vai para o MDB). “Ao PDT só interessa mesmo Flávia, por ter mandato de deputada federal. George pode sair, mas, se Flávia deixar o partido, Lupi vai passá-lo para outra pessoa”, assinala a fonte.

Os candidatos a deputado estadual do PDT tendem, a partir de agora, a disputar mandato de deputado federal, com o objetivo de fortalecer Flávia Morais. Há uma aposta de que a parlamentar será bem votada e vai precisar apenas de um empurrãozinho dos votos dos companheiros de chapa — em torno de 20 mil a 30 mil votos. (E.F.B.)