Na eleição de 2022, na disputa para deputado federal, o PT de Goiás não obteve uma votação extraordinária. Somados a votação dos 14 candidatos, o partido recebeu 262.978 votos.

O PT teve três candidatos expressivos: Adriana Accorsi, com 96.714 votos, Rubens Otoni, com 83.539 votos, e Edward Madureira, com 54.791 votos.

Adriana Accorsi e Rubens Otoni: PT tende a eleger só os dois para deputado federal | Foto: Divulgação

Os demais candidatos, onze, conquistaram, juntos, 27.934 votos (oxalá não nos tenha escapado algum candidato, na conferência dos dados do Tribunal Regional Eleitoral).

Com pouco mais de 260 mil votos, o PT elegeu dois deputados federais — Adriana Accorsi e Rubens Otoni. Edward Madureira ficou como primeiro suplente.

Observe-se que uma única candidata da direita, a jornalista Silvye Alves, do União Brasil, obteve 254.653 votos. Sozinha, recebeu quase o mesmo número de votos de toda a chapa do PT. Quer dizer, só 8.325 votos a menos.

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Delúbio Soares: nome de Lula da Silva para deputado federal em Goiás | Foto: Reprodução

No momento, o PT tem quatro pré-candidatos a deputado federal consistentes: Adriana Accorsi, Rubens Otoni, Edward Madureira e Delúbio Soares. Os restantes são apenas para arranjar votos para os quatro.

Pela tradição, os dois mais fortes são Adriana Accorsi e Rubens Otoni, com a ressalva de que, em 2022, o segundo foi eleito, mas não bem votado.

O que o quadro exposto diz sobre 2026? Que, se Edward Madureira for retirado da disputa — para ser candidato a governador —, o PT corre o risco de eleger apenas um deputado federal, possivelmente Adriana Accorsi.

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Valério Luiz Filho: pré-candidato a governador pelo PT | Foto: Samuel Oliveira/Jornal Opção

Pré-candidato a deputado federal, o professor Delúbio Soares — ex-tesoureiro nacional do PT — é, do ponto de vista eleitoral, uma incógnita. Tanto pode surpreender, com excelente votação — dada a história de que é o candidato do presidente Lula da Silva em Goiás —, quanto pode obter uma votação baixa (se tiver menos do que os 54.791 de Edward Madureira em 2022, o PT terá dificuldade com sua chapa proporcional). Assim como Olavo Noleto, há alguns anos. Na época, Noleto estava no auge, como o nome do PT nacional na disputa no Estado.

Luis Cesar Bueno: pré-candidato a governador | Foto: Leoiran/Jornal Opção

Com quatro candidatos consistentes — Adriana Accorsi, Rubens Otoni, Edward Madureira e Delúbio Soares —, o PT pode eleger dois ou até três deputados federais. O mais certo é dois. Mas, dependendo da votação, poderá chegar a três: Adriana Accorsi, Rubens Otoni e Edward Madureira (ou Delúbio Soares).

Onde vermelha pode ficar fora de Goiás

Há outras duas questões a considerar. Elas podem prejudicar os candidatos do PT a deputado federal.

Primeiro, as demais chapas para deputado federal — do União Brasil & pP, MDB, PSD, Republicanos, PRD & SD e Podemos — são muito fortes, como puxadores de votos.

Cláudio Curado: pré-candidato a governador | Foto: Divulgação

Postula-se, entre políticos, que Bruno Peixoto, Lucas do Vale, José Nelto, Flávia Morais, Delegado Waldir, Silvye Alves, Pedro Salles, João Campos, Ismael Alexandrino, Glaustin da Fokus, Fred Rodrigues, Magda Mofatto, Daniel Agrobom, Adriano do Baldy e Fátima Gavioli serão bem votados, ou seja, serão puxadores de voto. Se isto acontecer, o PT terá dificuldade para eleger dois deputados.

Segundo, a candidatura de Ronaldo Caiado a presidente da República tende a esvaziar parte do eleitorado do presidente Lula da Silva em Goiás.

Por sinal, as pesquisas de intenção de voto mostram Ronaldo Caiado em primeiro lugar, com Flávio Bolsonaro, do PL, em segundo. O petista-chefe aparece bem atrás, em terceiro lugar. Então, ao contrário do que alguns petistas estão prevendo, a onda vermelha pode não chegar a Goiás.

Para a disputa do governo do Estado, o PT aposta em quatro nomes: Edward Madureira, Valério Luiz Filho, Luis Cesar Bueno e Cláudio Curado. (E.F.B.)