A disputa pela presidência da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) entrou no radar de lideranças políticas e empresariais às vésperas da troca de comando no Palácio das Esmeraldas. Nos bastidores, cresce a articulação para que a vaga fique com um nome ligado ao setor produtivo de Anápolis.

Entre os cotados, ganha força o empresário Luiz Antônio Rosa, que preside o Sindicato das Indústrias de Construção e do Mobiliário de Anápolis (Sinduscon) e vem sendo apresentado como um perfil técnico, com boa interlocução no meio industrial. A defesa do nome parte de lideranças empresariais, especialmente do Fórum Empresarial de Goiás, que tenta influenciar a montagem da equipe no novo governo.

A movimentação encontra ressonância no entorno de Daniel Vilela, que irá assumir o governo com a saída de Ronaldo Caiado. A leitura entre aliados é de que há espaço para prestigiar Anápolis e buscar retomar maior centralidade no setor industrial.

Apesar da pressão, a definição ainda passa por uma variável decisiva: o futuro político de Francisco Júnior, atual presidente da Codego. Caso opte por disputar as eleições, terá de deixar o cargo no prazo legal, abrindo caminho para a substituição. Se permanecer fora da disputa, a troca pode nem ocorrer. (B.A)

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