Deputados da base aliada sugerem que Amauri Ribeiro entregue cargos no governo do Estado
08 abril 2026 às 08h09

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Polêmico e vivaz, o deputado estadual Amauri Ribeiro passou sete anos e três meses se passando por “caiadista”. Porém, em abril, o mês da mentira, decidiu mudar de posição — apresentando-se como bolsonarista-raiz. Saiu do União Brasil e se filiou ao PL.
Mas, “como todo casado que tenta levar vida de solteiro, Amauri Ribeiro, ao deixar o governo, não fez o principal: não entregou os cargos que tem na gestão”, de acordo com um deputado estadual.
Segundo outro deputado estadual, “Amauri Ribeiro tem mais de 200 mil reais em cargos — muitos deles, cerca de 40, na Codego. Lá seu irmão Alexandre Ribeiro recebe 33 mil reais por mês [3,4 milhões de reais se estiver ocupando o cargo há sete anos e três meses]. Segundo informações internas, ele comparece lá, esporadicamente, e recebe o salário todos os meses”.
Um terceiro deputado acrescenta: “Tudo bem que Amauri Ribeiro mude de lado político, mas, até por decência, precisa vir a público e entregar os cargos de seus aliados, sobretudo dos parentes”.
Um grupo de deputados — mais de oito — sugere que o governador Daniel Vilela “exonere, de imediato, o exército eleitoral de Amauri Ribeiro que, de com acordo sugere vídeo divulgado pelo deputado, já está trabalhando para Wilder Morais para governador — seguindo seu chefe — e Flávio Bolsonaro para presidente”.
“Não se pode deixar o cavalo de Troia nas proximidades”, sublinha um quarto deputado. (E.F.B.)

