Daniel Vilela e PL vão caminhar juntos em Goiás para caminhar juntos no segundo turno no Brasil
21 janeiro 2026 às 00h38

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Fontes nacionais e locais, ligadas tanto ao PL quanto ao União Brasil e ao MDB, são categóricas. Em Goiás, o MDB do vice-governador Daniel Vilela — pré-candidato a governador —, o União Brasil do governador Ronaldo Caiado e o PL do senador Wilder Morais, do deputado federal Gustavo Gayer e do vereador Major Vitor Hugo vão caminhar juntos em 2026.
O PL vai apoiar Daniel Vilela para governador. O candidato a senador da chapa, ao lado de Gracinha Caiado — a pré-candidata do União Brasil —, será Gustavo Gayer, do PL. Chegou-se a falar que até a vice seria do PL. Mas isto não estaria definido.

Relata-se, em Brasília, que o acordão estaria sendo bancado tanto por Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República pelo PL, quanto pelo senador Rogério Marinho, que foi ministro do governo de Jair Bolsonaro.
O acordão conecta Goiás à política nacional. No momento, a direita tem quatro pré-candidatos a presidente, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, do Novo, e Ratinho Júnior, do PSD. Comenta-se, porém, que pode afunilar para dois nomes.
Há quem postule que a tendência é que, ao final, saiam candidatos tão-somente Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. Porque, com apenas um candidato da direita, o presidente Lula da Silva, um profissional altamente atilado, pode ganhar no primeiro turno.

Ainda assim, chega-se a falar que Ronaldo Caiado pode ser candidato a senador com a missão de articular a candidatura de Flávio Bolsonaro em Goiás e no Centro-Oeste. Não é, porém, o que o governador goiano diz a todos os interlocutores. Ele afirma que será candidato a presidente da República. Se o União Brasil não o apoiar, ele poderá disputar pela federação Solidariedade & PRD? Ele nunca falou sobre o assunto, pelo menos não publicamente. Até porque não aprecia mudar de partido.
O que está praticamente garantido é o seguinte: o apoio do PL para Daniel Vilela, além de abrir espaço na chapa majoritária para o partido, levará a base governista a apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno — isto, claro, se Ronaldo Caiado, definida a candidatura presidencial, não for para o segundo turno.
Mal começou a semana, entre segunda e terça-feira, as conexões em Goiânia e Brasília fortaleceram — praticamente sedimentaram — a aliança entre o grupo de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela com o PL de Wilder Morais e Gustavo Gayer. As resistências de Wilder Morais teriam cessado. Ante o inevitável: todo o PL de Goiás quer apoiar Daniel Vilela para governador e Gustavo Gayer para senador.
Sobrou o PT para Marconi Perillo

Avalia-se que Marconi Perillo acabará compondo com o PT, por meio de seus dois prepostos — a vereadora Aava Santiago (PSB) e o ex-governador José Eliton. Definida a aliança entre Daniel Vilela e o PL, não restará alternativa ao tucano-chefe. Comenta-se que o PT ainda não definiu seu candidato a governador porque ainda está à espera de Marconi Perillo.
Do lado de Marconi Perillo havia a esperança de que o PL não se alinharia com Daniel Vilela. Então, poderia haver uma composição com os liberais (ou pelo menos a expectativa de segundo turno seria mais evidente). Agora, com a aliança praticamente estabelecida, só restará ao ex-governador alinhar-se com o PT.
Diz-se que Marconi Perillo gostaria de uma aliança com o PT apenas no segundo turno. Mas, como sugere um ex-deputado do PT, e se não houver segundo turno? A aliança entre o PL e Daniel Vilela poderá levar o emedebista a ser eleito já no primeiro turno.
É possível, portanto, que a disputa eleitoral em Goiás se dê entre a centro-direita, capitaneada por Daniel Vilela, e a centro-esquerda, liderada por Marconi Perillo. (E.F.B.)

