Base se antecipa e 2026 já começa em marcha para Daniel Vilela
03 janeiro 2026 às 21h00

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Na política, como ensinava Aristóteles, a ação precede o discurso. Antes das grandes proclamações, vêm os movimentos silenciosos que organizam o poder. Em Goiás, o calendário formal ainda marca o início de um novo ano administrativo, mas o relógio político já aponta para 2026. E ele começou a girar mais rápido a partir de um almoço reservado, realizado nas últimas semanas de dezembro, que reuniu o vice-governador Daniel Vilela (MDB) e os principais assessores políticos do governo de Ronaldo Caiado (UB).
O encontro serviu para alinhar o desenho dos encontros regionais da base governista, que devem começar já em janeiro e se espalhar por todas as regiões do Estado. A mensagem foi clara: o ano de 2026 começa com ambiente eleitoral, e o eixo dessa movimentação gira em torno do atual vice-governador.
Integrantes do núcleo político do Palácio das Esmeraldas apontam como prioridade imediata a mobilização no interior, tendo como carro-chefe os encontros da base aliada, combinados com a costura antecipada de apoios partidários ao projeto liderado por Daniel Vilela. A estratégia não é inédita. Repete, com ajustes, o roteiro adotado em 2022, quando Caiado buscava a reeleição.
Paralelamente à articulação partidária, Daniel Vilela tem ampliado sua presença nos municípios por meio de uma agenda administrativa intensa, que reforça sua imagem como gestor em movimento. A política habitacional ocupa papel central nesse processo. Entre março e dezembro de 2025, o vice-governador participou da entrega de 2.247 casas em 36 municípios goianos.
Os investimentos em infraestrutura também ajudam a explicar o aumento da visibilidade de Daniel no interior. Em 2025, ele esteve diretamente envolvido na estruturação e no acompanhamento das principais obras do Estado. Para 2026, a expectativa no Palácio é ainda maior: a carteira de projetos executados pela Goinfra ultrapassa R$ 3,5 bilhões.
Ao combinar mobilização partidária, presença territorial e agenda robusta de entregas, o grupo governista sinaliza que pretende chegar a 2026 não apenas competitivo, mas organizado. (T.P.)

