3 deputados e todos os prefeitos forçam aliança do PL com Daniel Vilela
17 janeiro 2026 às 21h00

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Um almoço na semana passada, no Palácio das Esmeraldas, reuniu os deputados Ismael Alexandrino, do PSD, e Magda Mofatto, do PL, com o governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela — pré-candidato a governador de Goiás pelo MDB.

Magda Mofatto está de volta ao PL, depois de passar um tempo no PRD. Ismael Alexandrino planeja trocar, em março, o PSD pelo PL.
O deputado federal Gustavo Gayer, do PL, não esteve no almoço.

Mas uma coisa é consenso entre os três: vão operar, em tempo integral, pela aliança com Daniel Vilela e Gracinha Caiado (pré-candidata a senadora pelo União Brasil). Há também o vereador Major Vitor Hugo, que, assim como Gustavo Gayer, tem ligação direta com o núcleo familiar dos Bolsonaros.
O principal prefeito do PL em Goiás, Márcio Corrêa, de Anápolis (um dos maiores PIBs do Estado), está 100% fechado com Daniel Vilela, Gracinha Caiado e Gustavo Gayer.

Experts em política sugerem que três deputados —além do bolsonarista Major Vitor Hugo — têm mais relevância do que um senador. No caso está se falando de Wilder Morais.
Por fim, há os prefeitos. Não há um prefeito do PL que quer apoiar Wilder Morais para governador. Todos preferem compor com Daniel Vilela. Alguns, pressionados pelo grupo do senador, optarão por sair do PL.

O prefeito de São Miguel do Araguaia, Jerônymo Siqueira, já trocou o PL pelo MDB. Outros prefeitos, se Wilder Morais insistir com candidatura, farão o mesmo. Carlinhos do Mangão, prefeito de Nova Gama, não quer sair, mas já declarou apoio a Daniel Vilela.
O exército de Wilder Morais é composto de um general, o senador, e dois recrutas — Delegado Eduardo Prado e Major Araújo. O exército do PL que apoia Daniel Vilela tem generais, coronéis, majores, tenentes, sargentos e uma infinidade de soldados em todo o Estado. O combate, portanto, é desigual.

O grupo de Wilder Morais não tem nenhum pré-candidato a deputado federal eleitoralmente consistente. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já está avisado disso.
Como se sabe, é pelo número de deputados federais que os partidos obtêm mais ou menos fundo eleitoral, fundo partidário e tempo na televisão. Nas mãos de Wilder Morais, o PL pode não fortalecer o partido no Congresso Nacional. (E.F.B.)

