Por Luan Monteiro
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As quatro indicações do filme O Agente Secreto ao Oscar 2026 colocaram, mais uma vez, o cinema brasileiro no centro do debate cultural às vésperas do carnaval. Para o professor Sandro de Oliveira, do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG), o cenário lembra o clima vivido no início dos anos 2000, quando Cidade de Deus projetou o país internacionalmente.
“É um clima de Copa do Mundo. Essas indicações igualam o número que Cidade de Deus teve em 2003, o que é extremamente favorável para o cinema brasileiro”, afirma. Segundo o professor, a visibilidade internacional de grandes produções é fundamental para sustentar todo o ecossistema do audiovisual. “Uma cinematografia robusta se constrói a partir desses filmes que ganham destaque e viabilizam a existência de médias e pequenas produções, que são responsáveis pela maior parte dos empregos do setor.”
Além das quatro indicações oficiais de O Agente Secreto, Sandro lembra que o Brasil soma, na prática, cinco reconhecimentos neste ano, com a indicação do diretor de fotografia Adolfo Veloso pelo filme Sonhos de Trem.
Para o professor, o avanço recente do cinema nacional está diretamente ligado às políticas públicas de fomento. “As condições de produção no Brasil melhoraram muito por causa das leis de incentivo. Elas são estratégicas para a cultura, assim como existem subsídios para a indústria ou para o agronegócio”, afirma.

Sandro afirma que o cinema brasileiro vem, desde os anos 1990, aparecendo de forma recorrente no Oscar, ainda que de maneira sazonal. “Já tivemos O Quatrilho, Central do Brasil, Cidade de Deus e Ainda Estou Aqui. Agora, esse novo momento mostra que o setor amadureceu”, analisa. Para ele, mesmo quando não há indicações internacionais, o mais importante é manter uma produção interna contínua e forte. “O brasileiro gosta de cinema brasileiro. O problema é o acesso”.
Distribuição segue como principal entrave
Apesar do crescimento da produção, Sandro aponta que o maior gargalo continua sendo a distribuição e a exibição. “O Brasil sempre foi uma grande indústria de filmes inéditos”, lembra, citando críticas feitas ao longo dos anos pelo cineasta Cacá Diegues. “Se produz muito, mas não se consegue exibir tudo.”
Segundo ele, embora hoje existam mais janelas, como streaming, vídeo sob demanda e plataformas digitais, elas ainda não são suficientes para absorver o volume de filmes produzidos. “Faltam editais específicos para distribuição e exibição, e também planejamento de publicidade. Um filme sem divulgação dificilmente se sustenta comercialmente”, afirma.
Outro desafio histórico é a competição com os grandes blockbusters estrangeiros. Sandro lembra que a ocupação das salas de cinema no Brasil sempre foi dominada por produções internacionais. “Isso vem de mais de 100 anos, quando as salas já eram concessões ligadas a distribuidoras estrangeiras”, explica.
Medidas como a cota de tela, recentemente retomada pela Ancine, ajudam, mas ainda são insuficientes. “Sem investimento em publicidade, os exibidores não veem viabilidade econômica em manter filmes nacionais em cartaz”, diz. Ele defende políticas públicas mais amplas, incluindo subsídios, ações educativas e programas que levem estudantes de escolas e universidades públicas às salas de cinema.
Reconhecimento internacional
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, O Agente Secreto concorre em quatro categorias no Oscar 2026, incluindo Melhor Direção de Elenco, categoria inédita na premiação. A cerimônia ocorre em 15 de março, em Los Angeles, com apresentação de Conan O’Brien.
O filme se passa no Recife de 1977 e acompanha um professor que foge de ameaças em São Paulo durante a ditadura militar. A indicação ocorre um ano após o Brasil conquistar sua primeira estatueta com Ainda Estou Aqui, consolidando um período de visibilidade inédita para o cinema nacional.
Para Sandro de Oliveira, o momento é de celebração, mas também de reflexão. “O reconhecimento internacional é fundamental, mas ele precisa vir acompanhado de políticas que garantam que o cinema brasileiro seja visto, consumido e sustentado dentro do próprio país”.
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Sem notícias oficiais e com poucas pistas concretas, a família do motorista de aplicativo Ênio Gabriel Silva Gomes, de 34 anos, segue aguardando informações sobre o paradeiro dele, desaparecido desde o fim de semana em Aparecida de Goiânia. Parentes afirmam que, até o momento, não houve retorno da polícia sobre o andamento das buscas.
Em entrevista ao Jornal Opção, a prima Késia Camilo contou que o último contato com Ênio ocorreu no sábado, 17, e que, desde então, a família vive um período de incerteza. “A polícia não falou nada pra gente. O que a gente sabe mesmo é que ele sumiu. Tem só as imagens das câmeras mostrando que ele deixou o carro lá, mas depois disso a gente não sabe o que aconteceu”, relatou.
Segundo Késia, antes do desaparecimento, Ênio não demonstrava qualquer comportamento fora do normal. “Ele não dava indício nenhum de que ia fazer isso. Estava trabalhando direitinho, porque tinha pensão para pagar, estava tentando manter tudo em ordem”, disse. Ela afirma que o primo enfrentava preocupações financeiras, mas nada que indicasse uma ruptura repentina. “Conta todo mundo tem. A gente não sabe o que passa na cabeça de uma pessoa numa hora dessas”, completou.
A família também revelou que não é a primeira vez que Ênio desaparece. De acordo com a prima, há cerca de três anos ele ficou um período sem dar notícias. “Ele já tinha dado um sumiço uma vez e apareceu depois. Acho que ficou mais ou menos um mês sem contato”, contou. Por isso, a mãe do motorista ainda mantém a esperança de que ele reapareça. “Ela acredita que ele vai voltar”, afirmou Késia.
Em nota, o 2º Comando Regional da Polícia Militar informou que uma força-tarefa foi montada para localizar Ênio Gabriel. As buscas contam com agentes de inteligência da R2, equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) e unidades de área.
De acordo com o registro, o desaparecimento foi comunicado oficialmente na noite de segunda-feira, 19, por meio da delegacia virtual. Embora o último contato familiar tenha ocorrido no sábado, 17, imagens de câmeras de segurança mostram Ênio circulando sozinho no domingo, 18, por volta das 12h51.
As imagens indicam que ele retirou objetos pessoais do carro, trancou o veículo e deixou a chave sob a roda dianteira antes de sair caminhando. O automóvel, um VW Up branco, foi localizado na madrugada desta terça-feira, 21, na Rua 7, no Jardim Tiradentes, em Aparecida de Goiânia.
O veículo está sob custódia da Polícia Técnico-Científica para perícia. O 2º CRPM informou ainda que novas informações serão repassadas à imprensa caso haja atualização no caso.
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