Por Ketllyn Fernandes
Na opinião de um petista de Goiânia, o prefeito de Anápolis está mais interessado em viabilizar sua administração do que em eleger Antônio Gomide. João Gomes estaria de olho na sua reeleição, por isso quer ser bem sucedido como prefeito.
O petista comenta: “O prefeito Paulo Garcia não fica elogiando o governador Marconi Perillo. Mas João Gomes disse, e isto será utilizado na campanha, que Marconi foi o melhor governador para Anápolis”.
O candidato do PMDB a governador deve ser Iris Rezende. É o nome mais forte e que quer, de fato, disputar. Mas há quem insista que Samuel Belchior, por ser jovem, o novo e dinâmico, deveria ser o postulante. Iris, afirmam, deveria disputar mandato de senador.
A um aliado, dos mais íntimos, Iris frisa que não teria mais paciência de ser senador.
Por incrível que pareça, ainda há quem acredite que o governador Marconi Perillo (PSDB) vai bancar seu vice, José Eliton (PP), para governador.
O prefeito de Anápolis, João Gomes, do PT, pensa o oposto: “Conheço Marconi como a palma de minha mão. Ele vai disputar o governo de Goiás”.
O desembargador aposentado Marco Lemos, que trabalhou no Jornal Opção como jornalista (do primeiro time), postou no Facebook: “Em Goiás, 1971, Leonino Caiado substituía Otávio Lage. Na posse, discursou um deputado, que saudou os novos tempos. ‘Finalmente, chegou a hora da transição. Em Goiás, a crisálida vai se metamorfosear em linda borboleta, completando o ciclo de evolução’.
“Durante o coquetel, o orador foi cumprimentar o governador que saía, mas Otávio Lage recusou-lhe a mão: ‘Ao senhor, não dou a mão. O sr. me chamou de coró’.
“Em tempo, o orador era Osmar Cabral, lendo um discurso ‘ghost-writerizado’ por Thirso Corrêa Rosa.”
Comentário de um político de Anápolis: “Alexandre Baldy disse a políticos anapolinos que vai torrar 25 milhões de reais na campanha para deputado federal”. Um tucano não se conteve e quase gritou: “É o nosso Friboi!”
O deputado federal Pedro Chaves (PMDB) diz que tem compromissos com suas bases eleitorais e, por isso, será candidato à reeleição.
Pedro Chaves poderá obter o apoio de Marcelo Melo, de Luziânia, que pode desistir de disputar mandato de deputado federal.

Plano piloto da capital elaborado pelo arquiteto Attilio Corrêa Lima, em que três eixos (Avenidas Goiás, Tocantins e Araguaia) convergem para o palácio do governo, sendo interceptado pela Avenida Paranaíba, pode ter o formato de um compasso e de um esquadro, um dos símbolos da maçonaria
[caption id="attachment_6295" align="alignright" width="300"] Eduardo Siqueira terá uma força de Sandoval para se eleger deputado estadual | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O que parece demonstração de lealdade do governador Sandoval Cardoso (SD) ao ex-governador Siqueira Campos (PSDB) revela na verdade o quanto o siqueirismo anda em baixa. A declaração pública do governador de que está organizando colégio eleitoral para ajudar a eleger Eduardo Siqueira Campos deputado estadual é a mais clara confirmação desse desprestígio. O todo-poderoso filho do governador, chamado de príncipe, dependendo do prestígio político de um adesista de última hora? É o fim.
O ex-governador João Oliveira (DEM), que renunciou ao cargo para abrir caminho para a realização da eleição que sagrou Sandoval Cardoso governador, anuncia que é candidato a deputado federal. Oliveira já recebe apoio de Sandoval, que diz estar comprometido com a sua eleição para a Câmara Federal.
O presidente do PT, Júlio César Brasil, avalia que a aparente tranquilidade do governo, embora em crise, não se deve à omissão da oposição. Pelo contrário. Para ele o grande problema é que no Tocantins todo mundo só quer ser governo, ninguém quer ser oposição. O dirigente diz que o fisiologismo ainda fala alto na política local.
O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) está de volta depois de dois meses de sumiço e completo ostracismo. Siqueira reapareceu para dizer que não é candidato a nada. Em se tratando de Siqueira é bom esperar o contrário, quando diz que não é candidato é porque está articulando para ser candidato a alguma coisa, no caso, ao Senado. A desistência de Eduardo Siqueira de disputar o governo do Estado ajuda a consolidar a pretensão do pai ex-governador.
Deputados acusam o governo de alterar a prioridade na execução do orçamento como estratégia eleitoral. Eles observam que enquanto falta dinheiro para investimentos sobra para gastar com custeio da máquina administrativa. Na prática significa dizer que o governo prefere contratar cabos eleitorais oferecendo emprego a conquistar prestígio político realizando obras. O fracasso administrativo tem explicação.
Senadora Kátia Abreu passa o comando da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para o vice-presidente da entidade, João Martins da Silva Júnior, que também é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia. “Saio tranquila para minha missão de recandidatura ao Senado pelo Tocantins, reafirmando a todos que nossa casa está em boas mãos: mãos de um homem digno, ético, que conhece bem nosso setor”, afirmou a senadora, ao anunciar João Martins na presidência da CNA pelos próximos cinco meses, desde quarta-feira, 4. O evento, em que também foi celebrada a posse recente de Almir Dalpasquale na presidência da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja), contou com a presença de presidentes das Federações da Agricultura de todo o Brasil e de vários líderes da bancada da agropecuária no Congresso. A senadora agora terá mais tempo para se dedicar à reeleição ao Senado ao lado do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), provável companheiro de chapa.
O deputado José Geraldo, que fez campanha para Eduardo Siqueira Campos se filiar ao PTB, que considerava ser a melhor opção partidária para o ex-secretário conquistar o Palácio Araguaia, já não parece mais tão entusiasmado com esta possibilidade. José Geraldo informa que Eduardo é candidato a deputado estadual e está refazendo as contas para decidir se mantém ou não candidatura a deputado federal.
O prefeito de Gurupi e presidente do PSB, Laurez Moreira, revela que o seu partido deve apoiar a reeleição do governador Sandoval Cardoso (SD). Explica que a decisão ainda não foi tomada, mas dificilmente será diferente o que vem sendo planejado. Para Moreira o governador é a renovação que o povo do Tocantins aspira. “A renovação pode vir de fora, mas também de dentro do governo”, prega o prefeito, que lembra que Sandoval Cardoso tem apoio de Siqueira Campos, mas representa a renovação do governo.