Por Jorge Wilson Simeira Jacob
A atual tendência da queda da natalidade poderá ser o fim da atual deterioração da qualidade de vida nas cidades
Entre promessas aos mais pobres e acenos aos mais ricos, o debate público ignora quem sustenta boa parte da estrutura econômica e social do país
A galinha correu com vigor, bateu as asas com convicção, ergueu-se por um instante… e caiu
Nos últimos 200 anos, com a consolidação do capitalismo, o homem comum passou a desfrutar de condições de vida que fariam inveja ao Rei Sol
Disse a filósofa russa Ayn Rand: “Não se faz uma nação próspera dando benefícios aos que nada produzem e punindo com impostos os que criam riqueza”
Caminha talvez escrevesse ao rei: “Os caciques só cuidam da próxima eleição que vencem oferecendo bugigangas e balangandãs. A lei e a ordem não são praticadas por convicção, mas por conveniência”
Os homens de convicções não têm o treino dos oportunistas que mudam de opinião de acordo com o vento; que mudam o discurso de acordo com as conveniências
Carnaval é um sofisticado ritual de compensação social: explosão periódica de euforia que anestesia a sociedade diante da deterioração dos costumes, do populismo inconsequente, da pobreza persistente
Nenhuma sociedade sustenta convergência com países mais ricos quando o número de pessoas que vivem da produção alheia cresce mais rápido do que a capacidade de produzir
Ao estatizar a caridade, o Estado paternalista não apenas organizou a ajuda: ele a esvaziou de sentido moral. Onde antes havia virtude, surgiu procedimento; onde havia responsabilidade, instalou-se tutela
“A diferença entre os homens e os animais é que os animais nunca escolhem os piores para governá-los.” — Frase atribuída a Winston Churchill
As nações assistem, no momento, o retorno da supremacia da vontade pessoal, do governo sem freios, sem contrapeso, tão comum em capítulos sombrios da história?
Liberdade irrestrita cobra preço alto. Quando tudo é escolha, todo fracasso parece culpa. Quando não há destino dado, cada vida precisa justificar a si mesma — é um fardo que muitos não conseguem carregar
A declaração de Donald Trump causa perplexidade e indignação em qualquer pessoa que ainda leve a sério o direito internacional e a ética diplomática
O homem comum raramente pensa por si; consome o prato pronto. Sair de uma onda cultural é quase um milagre. É mais natural ceder à moda da tatuagem do que resistir à regressão simbólica aos tempos primitivos

