Por Euler de França Belém
Deus está nos detalhes. Portanto, aquilo que parece sem importância é revelador. No expediente de “O Popular”, na versão impressa, já não consta os nome de três editores demitidos há alguns dias — Karla Jaime, Rosângela Chaves e Wanderley de Faria. No entanto, os nomes dos profissionais permanece na versão online — o que pode configurar, do ponto de vista trabalhista, que ainda estão trabalhando na empresa.
A cúpula e a redação de “O Popular” continuam dando pouca importância à versão online — daí a manutenção do nome dos editores na internet.
“Otávio Lage — Empreendedor, Político, Inovador” (Editora Naves, 351 páginas), de Jales Naves, será lançado na quinta-feira, 23, às 19h, no Salão Dona Gercina Borges Teixeira, do Palácio das Esmeraldas, em Goiânia.
O livro do jornalista, que abre uma porta para novas pesquisas e estudos específicos, resulta de uma pesquisa séria e desfaz mitos. Por exemplo: quando governador, Otávio Lage não fechou a Assembleia Legislativa. A informação equivocada deriva de um livro dos professores Itami Campos e Arédio Duarte e repetido por jornalistas. A “arte” deve ser atribuída aos militares.
Outros, mais desinformados, chegaram a dizer que Otávio foi nomeado pelos militares, quando, na verdade, foi eleito pelo voto dos eleitores.
Jales Naves prova que, acima de tudo, Otávio Lage era um modernizador que entendeu bem seu tempo e, por isso, pôde modificá-lo — melhorando a vida dos goianienses. Era, como nota o biógrafo, um estadista. Se fosse mais ideológico, no sentir de construir não apenas as obras, mas também uma explicação detida sobre o que fez, figuraria com mais peso na história goiana.
O livro, muito bem escrito, parece, por ter sido encomendado pela família de Otávio Lage, uma hagiografia. Acredite: não é. Jales, se quiser, pode aprofundar a pesquisa e apresentá-la como dissertação de mestrado em alguma universidade.
O ex-deputado José Dirceu, do PT, será o próximo a cair nas malhas da Polícia Federal? Não se sabe. Mas o bem informado Reinaldo Azevedo, maior polemista da imprensa patropi na atualidade, escreveu no seu blog na revista “Veja”: “Consta que, em breve, um outro peixão da legenda [do PT] cai na rede”.
Seria José Dirceu? Pode ser. Mas não vazou nada da Polícia Federal e do Ministério Público a respeito. O peixão pode ser outro. O que se sabe é que as denúncias estão cada vez mais “coladas” em José Dirceu e estão se “aproximando” do ex-presidente Lula da Silva.
O empresário Vanderlan Cardoso afirma que só disputará a Prefeitura de Goiânia se tiver o apoio de um grupo político forte. Como o PMDB já definiu seu candidato — será Iris Rezende —, as conversas do presidente do PSB tem sido com integrantes do PSDB, como o governador Marconi Perillo. As conversas, por enquanto, são preliminares, porque, como os líderes políticos sabem, não é mesmo o momento de definições de longo prazo — a eleição será em outubro de 2016. O momento é de conversar e de não arrombar portas abertas.
O que se especula, entre integrantes do PSB e PSDB, é que Vanderlan Cardoso tem chance de ser o candidato da base do governador Marconi Perillo. Uma das condições seria a filiação ao PSDB. Ele vai aceitar? Não se sabe. O que se sabe é que, mesmo se aceitar, o fará apenas em setembro, prazo final para filiação para quem vai disputar mandato em outubro de 2016. Mas um aliado de Vanderlan Cardoso é peremptório: “Ele não quer sair do PSB”. Por quê? “Porque tem o controle absoluto do partido e sua força, por não ter mandato legislativo ou executivo, deriva disto”.
O editor-executivo da "Folha de S. Paulo", Sérgio Dávila [foto abaixo, do UOL] divulgou uma nota sobre as 50 demissões na redação do jornal. O título colocado na nota, para efeitos editoriais, não é naturalmente de responsabilidade do jornalista, e sim da redação do Jornal Opção.
Nota de Sérgio Dávila
A Folha realizou nos últimos dias ajustes em sua equipe. A redução é efeito da crise econômica que afeta o País e atinge a publicidade.
As negociações entre o comando da Redação e a empresa duraram semanas e tentaram preservar ao máximo os jornalistas. Em alguns casos, os cortes, sempre o último recurso, foram feitos em comum acordo com o profissional.
Algumas áreas estratégicas do jornal não foram afetadas, como a reportagem da Secretaria, que até ganhou um novo integrante; a área digital, que sofreu uma reordenação interna; e o colunismo.
Nós buscamos também reagrupar as editorias de equipes menores em núcleos maiores, casos de Ciência e Saúde, que passaram para Cotidiano; F5, que se incorporou à Ilustrada; e Comida, Folhinha e Turismo, agora juntos em Semanais.
Reformas morfológicas estão em discussão e devem ser anunciadas nos próximos dias. Elas não envolverão novos ajustes de equipe, no entanto. A meta é tornar o jornal mais eficiente para atender às demandas do leitor, bem como otimizar o funcionamento da Redação.
A Folha continua líder em seu segmento, seja em circulação, audiência ou fatia publicitária, faz parte de uma empresa sem dívidas, que integra o segundo maior grupo de mídia do País, e preserva sua capacidade de investimentos editoriais.
Por mais dolorosos que sejam os cortes — e eles sempre o são —, o objetivo é adequar o jornal aos tempos atuais, de extrema competitividade pela atenção do leitor e pela verba publicitária.
Contamos com vocês para esse desafio. Se tiverem dúvidas, sugestões ou críticas, não deixem de me procurar.
Na ditadura, o perigo, quando se tratava do cidadão comum, nem era mesmo o general, e sim o guarda da esquina, disse um eminente político. Pós-ditadura, caracterizando que ela vive no interior de alguns (talvez vários) policiais, o guarda da esquina continua, às vezes, sendo um risco para os indivíduos. O jornalista Átila Giovani Lima Freitas [foto acima, de seu Facebook], da Fonte TV, ao acompanhar a abordagem de um jovem, em frente ao Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, acabou detido, algemado e levado para o 4º Distrito Policial, em Aparecida de Goiânia, pela Guarda Civil Metropolitana.
Havia algum motivo para a detenção do repórter? Nenhuma. Ele se identificou, não atrapalhou o trabalho da Guarda Civil Metropolitana e não oferecia nenhum risco. Os agentes, eles sim, não respeitaram a lei. Sequer permitiram que Átila Giovani desse um telefonema para a família ou advogado.
A história é contada pelo repórter Elpides Carvalho, na edição de quarta-feira, 15, do “Diário da Manhã”.
Arnaldo Jabor, o cronista da classe média anti-governo, ou talvez anti-PT, além de crítico (modernizador-liberal) de comportamento — autor de textos viscerais, com frases que passaram a ser citadas com frequência nas redes sociais —, foi demitido do “Estadão” na terça-feira, 14.
Em julho de 2001, afastado da “Folha de S. Paulo”, o ex-diretor de cinema foi contratado por “O Estado de S. Paulo” com estardalhaço: “Polemista nato, Jabor promete incendiar as páginas do ‘Caderno 2’ com suas inflamadas opiniões sobre política”. Pelo visto, o editor atual do jornal não pensa o mesmo. Ou a empresa.
Jabor era um dos colunistas mais lidos do jornal.
A Editora Amarilys põe nas livrarias brasileiras o livro "Pedro O Grande -- Sua Vida e Seu Mundo" (tradução de Maurício Tamboni, 1075 páginas), do especialista Robert K. Massie. Numa prova de sua excelência, a obra ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer.
O livro sobre o brutal modernizador da Rússia -- um pré-Lênin e Stálin -- é considerado uma obra-prima pela crítica especializada. Pedro O Grande era, a um só tempo, iluminista e, digamos, bárbaro.
Robert K. Massie é autor do livro "Catarina, a Grande" (Editora Rocco).
“A Globo fez mexidas na grade para ampliar a programação regional. A regionalização é uma prioridade estratégica da emissora”, afirma a Globo Comunicação
Zezinha Veiga, de 56 anos, deixou a diretoria comercial da TV Goiânia Band, mas apenas a área de varejo. A partir de 1º de abril, passou a atender os governos federal, estadual e municipais e grandes clientes de São Paulo que são anunciados no mercado goiano.
Competente, Zezinha Veiga fez sucesso primeiro na TV Serra Dourada, onde trabalhou vários anos. Depois, fez um trabalho bem-sucedido na TV Goiânia.
Dois publicitários disseram ao Jornal Opção que se trata de "uma profissional do primeiro time". "Craque", disseram.
Biografia de Tom Cardoso revaloriza participação de Tarso de Castro na criação de O Pasquim, o jornal que abalou a República, e relata a paixão da atriz americana pelo jornalista
Carlos César Higa
“As manifestações que avançam Brasil afora neste mês de junho mostram exatamente isso. Não é apenas o simples descontentamento com a classe política, mas sim a total falta de conexão com o que é trabalhado dentro do Congresso Nacional e a realidade deste país. Se a pauta daqueles que estão nas ruas é imensa, talvez o motivo principal seja a ausência de lideranças políticas que pensem o Brasil não para a Copa do Mundo ou para a Olimpíada, mas para muitos anos à frente”. Escrevi isso em um texto publicado pelo Jornal Opção em 20 de junho de 2013, no auge das manifestações que ocuparam as ruas de várias cidades do país. Entre as manifestações daquele ano e as de agora permanecem a insatisfação do brasileiro com os políticos e a falta de sintonia entre os trabalhos aqueles que nos representam com o que é exigido nas ruas.
A oposição é um exemplo dessa falta de sintonia. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) gravou um vídeo divulgado nas redes sociais convocando os brasileiros para saírem às ruas nos dias 15 de março e ontem. Faltou alguém gravar um vídeo e divulgar na rede social do senador convocando-o para também participar das manifestações. No dia 15, Aécio assistiu da janela do seu apartamento no Rio de Janeiro as pessoas que saíram as ruas contra o governo. Ontem, assinou um documento apoiando as manifestações. E dizem que essa oposição flerta com o golpe. Aécio Neves perdeu as eleições do ano passado para Dilma Rousseff por uma diferença de três milhões de votos. Ao invés de intensificar as críticas ao governo que fez durante a campanha (e que o tempo mostrou que estavam corretas) e buscar aproximação com os manifestantes, preferiu se esconder. Talvez o único que não saiba o real motivo das derrotas para o PT desde 2002 seja o próprio PSDB. Fica difícil apontar os erros já que o próprio partido se esconde quando convocado.
O lado bom dessas manifestações é o surgimento de movimentos como o Movimento Brasil Livre, Vem pra rua e Revoltados on-line, que se dispõe em fazer o papel que seria das oposições: organizar as manifestações contra o governo. E a rapaziada desses movimentos está conseguindo juntar muito mais gente do que os velhos manifestantes da CUT, UNE e MST. Os doze anos de governismo cobra seu preço. A manifestação de ontem foi menor que a do dia 15 de março? Com certeza foi muito maior do que as convocadas pelos governistas e não precisou de pão com mortadela.
O blog do Reinaldo Azevedo no site da Veja informa que os líderes dos movimentos que organizaram as manifestações estão convocando para uma marcha rumo a Brasília para pressionar os parlamentares no cumprimento das pautas reivindicadas nas ruas. Resta saber se o senador Aécio Neves irá publicar um vídeo na sua rede social dizendo que receberá o pessoal, mas, na realidade, marchará para o seu apartamento no Rio. Como o próprio Reinaldo escreveu no seu blog: ou o PSDB se reinventa ou será tragado junto com o PT.
A oposição nas ruas está fazendo a sua parte: convocando a população para protestar contra o governo, procurando os meios legais para efetivar suas pautas. Será que a oposição no Congresso continuará se omitindo como fez em 2013? Se Aécio se esconder novamente no seu apartamento a beira mar poderá ser tragado pelo tsunami que não vem do oceano, mas da Avenida Atlântica.
Carlos César Higa é mestre em história pela Universidade Federal de Goiás.
O repórter Luís Gustavo Rocha [foto, do seu Facebook], do “Pop”, entrevistou o empresário Vanderlan Cardoso (“Aliança com governo — ‘Há arestas a serem aparadas’”; domingo, 12), possível candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, em 2016, e começa assim a apresentação: “O empresário Vanderlan Cardoso, que sempre foi oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB)”. Totalmente equivocado e o erro prova que a demissão de jornalistas experientes fez mal ao jornal.
Até fevereiro de 2010, o ex-prefeito de Senador Canedo era aliado do governador Marconi Perillo e o elogiava com prodigalidade. A partir de março daquele ano, ao assumir que seria candidato a governador, é que passou a criticá-lo.
Até o diretor de cinema Orson Welles se encantou com a música Amélia

