Por Júnior Kamenach
Causa não foi divulgada
Fenômeno reposiciona a capital como um destino gastronômico emergente e revela um novo comportamento dos consumidores de alta renda
Ao todo, foram premiados 158 consumidores, incluindo ainda 50 prêmios de R$ 2 mil e 100 prêmios de R$ 1 mil
Estrutura pertence a um empreendimento particular, e as circunstâncias do rompimento serão investigadas pela Polícia Civil
Classificação é fundamental, pois define os cabeças de chave da Libertadores e da Copa Sul-Americana
De acordo com a acusação, o grupo funcionava como uma rede organizada de agiotagem
Iniciativa contempla pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresas com dívidas municipais
A ofensiva do governo de São Paulo contra a Enel não nasce de um impulso isolado nem de um surto circunstancial provocado por apagões recentes. Ela tem precedente, método e exemplo.
Esse exemplo atende pelo nome de Goiás, e tem como protagonista o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que decidiu, ainda em seu primeiro mandato, enfrentar uma das maiores concessionárias de energia do mundo quando ficou claro que o contrato não estava sendo cumprido à altura do interesse público.
É preciso dizer com todas as letras: Goiás foi o primeiro estado a romper, de forma consistente e sustentada, com a lógica de submissão política às grandes concessionárias. Em um setor historicamente blindado por tecnicismos regulatórios, relatórios extensos e uma cultura de empurrar responsabilidades para as agências, Caiado escolheu o caminho mais difícil, o do confronto direto, público e político.
Desde 2019, o governo goiano passou a tratar a má prestação de serviços da Enel não como um problema administrativo menor, mas como uma falha estrutural que afetava a economia, a segurança e a dignidade da população.
Não se tratava apenas de quedas de energia ou de indicadores frios da Aneel, mas de hospitais vulneráveis, produtores rurais prejudicados, cidades inteiras reféns de apagões recorrentes.
Ao contrário do que muitos governantes fazem, Caiado não se escondeu atrás da burocracia federal nem transferiu a responsabilidade exclusivamente para a Aneel. Assumiu o desgaste político, enfrentou uma multinacional poderosa e transformou o tema em pauta central do debate público.
Essa postura, em si, já representou uma ruptura rara no Brasil. A saída da Enel de Goiás, concretizada em 2022 com a venda da distribuidora para a Equatorial Energia, não foi um ato espontâneo de mercado.
Foi consequência direta de um ambiente político hostil à ineficiência, de cobranças sistemáticas e da sinalização clara de que a permanência da empresa no Estado havia se tornado insustentável. Antes da caducidade formal, a Enel preferiu sair. Esse gesto teve um efeito pedagógico.
Mostrou que concessões não são contratos perpétuos blindados contra a realidade. Mostrou que indicadores ruins, quando combinados com pressão política legítima, têm consequências. Mostrou, sobretudo, que governadores não são meros espectadores de serviços públicos mal prestados.
São Paulo, agora, colhe esse aprendizado. Ao iniciar o processo para afastar a Enel após sucessivos apagões, o governo paulista reproduz uma lógica inaugurada em Goiás: a de que o interesse do consumidor deve prevalecer sobre a complacência institucional.
Não por acaso, o discurso mudou. Caducidade, antes tratada como tabu, passou a ser opção concreta. Há quem critique o embate, rotulando-o como “populismo regulatório” ou interferência política indevida.
Trata-se de uma leitura confortável, e equivocada. Mais populista é naturalizar apagões. Mais irresponsável é fingir que contratos, por si só, garantem bons serviços. A verdadeira coragem política está em tensionar estruturas quando elas deixam de cumprir sua função.
Goiás fez isso primeiro. E o fez quando ainda parecia improvável que uma multinacional do porte da Enel pudesse ser efetivamente pressionada por um governo estadual. A história recente mostra que podia, e pode.
Se São Paulo hoje avança, é porque alguém antes decidiu enfrentar. E esse alguém foi Goiás. Sob a liderança de Ronaldo Caiado, o Estado mostrou que concessão não é de soberania, e que serviço público ruim, cedo ou tarde, cobra seu preço.
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) prorrogou até 10 de janeiro de 2026 a suspensão temporária da entrada de aves silvestres no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Goiânia (Cetas/GO).
A medida foi adotada como estratégia de prevenção sanitária diante de casos de bouba aviária registrados na unidade. De acordo com o Ibama, embora a mortalidade seja considerada baixa e o tratamento dos animais tenha apresentado bons resultados, a avaliação técnica apontou a necessidade de ampliar o período de fechamento para evitar a circulação do vírus entre as aves acolhidas.
Em entrevista ao Jornal Opção, a chefe do Cetas/GO, Nara Ballaminut, explicou que a unidade segue realizando o manejo sanitário adequado e que os animais vêm respondendo bem ao tratamento.
“A gente está fazendo o tratamento adequado, com vacinação. Eles estão respondendo bem, mas ainda não pôde reabrir. Foi necessário ampliar o tempo de fechamento porque depende do tempo da vacinação: a primeira dose, depois a segunda dose”, afirmou. Segundo ela, como não existe vacina específica para animais silvestres, foi utilizada uma vacina comercial.
“A gente aplicou a vacina comercial e está observando a resposta. Como eles são silvestres e nunca tiveram contato com o vírus, a doença acaba ficando um pouco mais agressiva, mas com a vacina ela fica menos agressiva, e a gente está conseguindo conduzir o fechamento e o cuidado com os animais com tranquilidade”, explicou.
A suspensão, no entanto, não se aplica a mamíferos e répteis silvestres, que continuam sendo recebidos normalmente pelo Cetas de Goiânia, 24 horas por dia, estejam feridos, saudáveis, resgatados, entregues voluntariamente ou apreendidos.
Durante o período de fechamento para aves, a orientação à população é buscar outras unidades habilitadas. “A gente indica levar para os Cetas de Caldas Novas, Catalão e também para os Cetas do Distrito Federal”, orientou Nara Ballaminut.
Questionada sobre a possibilidade de reabertura antes do prazo estabelecido, a chefe do Cetas afirmou: “A gente tem que manter por uma questão de segurança. A suspensão precisa ser mantida até o dia 10 de janeiro. Só nessa data é que vamos reavaliar para saber se abre ou não”, disse.
Animais silvestres resgatados ou apreendidos devem ser encaminhados aos centros oficialmente designados, conforme os protocolos vigentes do Ibama.
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