Por Bruna Ariadne
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Recém-empossada na presidência estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Goiás, a vereadora por Goiânia Aava Santiago afirmou que a prioridade da legenda neste momento é a montagem de chapas competitivas para as eleições de 2026, com foco na ampliação das bancadas estadual e federal. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, Aava detalhou os primeiros movimentos à frente do partido, reafirmou apoio à candidatura de Marconi Perillo e afirmou que não disputará o governo de Goiás neste momento, por considerar que ainda não reúne as condições necessárias para assumir essa responsabilidade.
Expansão do partido
Ao assumir o comando do PSB em Goiás, Aava rejeita a ideia de que a legenda passe por um processo de reorganização interna. Segundo ela, o partido já conta com uma estrutura consolidada e presença em diferentes regiões do estado. “O PSB já está estruturado. Eu não estou atuando num processo de estruturação, mas, sobretudo, de expansão e aprofundamento de uma teia robusta que já existe”, afirmou.
Nesse primeiro momento, de acordo com a presidente, os primeiros dias à frente da legenda foram dedicados a um mapeamento interno do partido. “As primeiras horas depois de anunciada como presidente foram de uma cartografia do partido: entender quem são os vereadores, prefeitos e principais lideranças”, explicou. Aava relatou ter passado um dia inteiro no diretório estadual em reuniões presenciais e contatos remotos com dirigentes e quadros regionais.
Procura por filiação e chapas entram no radar
Segundo Aava, com a sua chegada a movimentação interna foi acompanhada por um aumento expressivo na procura pelo PSB. “De ontem para hoje, recebi mais de duas dezenas de ligações de pessoas querendo conversar e se filiar para disputar a eleição”, disse.
Apesar da expectativa em torno de novos nomes, ela evita antecipar informações sobre a composição das chapas. “Esse é o ouro do processo de montagem de chapas, é segredo. Não posso abrir nomes de maneira nenhuma”, afirmou. No entanto, a presidente adiantou que parte dessas articulações deve ser anunciada com a vinda a Goiás do presidente nacional do partido, João Campos, prevista para o início do próximo mês.
Definição de alianças e apoios
Questionada sobre o posicionamento do PSB no cenário político estadual, Aava afirmou que o debate sobre alianças não é prioridade imediata da legenda. A decisão não passa por falta de vontade política, mas, sim, por responsabilidade com o eleitorado goiano. “O meu compromisso, já afirmado e imutável, é de apoiar a candidatura do Marconi”, declarou.
Segundo a parlamentar, a orientação atual do partido é concentrar esforços na formação de chapas competitivas. “Nossa prioridade é reeleger o Karlos Cabral, aumentar a bancada da Alego e garantir representação no Congresso Nacional”, afirmou. Para ela, a ausência de um deputado federal do PSB por Goiás não condiz com o tamanho político da legenda. “Um partido como o PSB, que é o partido do vice-presidente da República, não pode não estar representado no Congresso”, disse.
A dirigente também ressaltou o compromisso do partido em oferecer um palanque amplo ao presidente Lula em Goiás nas próximas eleições.
Mulheres, juventude e enfrentamento à política tradicional
Outro eixo central da atuação de Aava à frente do PSB é o incentivo à participação de mulheres e jovens na política. Com trajetória ligada à militância juvenil antes de ocupar cargos eletivos, ela defende o estímulo a candidaturas fora dos grupos tradicionais de poder.
“Nunca é a hora certa se a gente esperar que os validadores tradicionais da política nos autorizem”, afirmou. Ao relembrar sua própria trajetória, Aava destacou que entrou na disputa eleitoral sem histórico familiar na política ou estrutura financeira. “Ignorei os alertas, fui para a urna e isso mudou completamente o meu caminho”, disse.
Segundo a presidente, o PSB em Goiás deve atuar para ampliar esse acesso. “Vou rodar o estado conversando com jovens e mulheres nos seus territórios, dizendo que a nossa hora é agora”, afirmou.
Mandato ativo e cautela sobre o governo
Mesmo à frente do partido e se preparando para a disputa eleitoral, Aava afirmou que pretende manter a atuação regular como vereadora em Goiânia. “Nunca faltei uma sessão. Tenho satisfação em exercer o mandato e me ocupar dos dilemas da cidade”, destacou.
Ao tratar das especulações sobre uma eventual candidatura ao governo estadual, Aava foi categórica ao descartar essa possibilidade neste momento. “Disputar o governo agora seria uma leviandade”, afirmou. Segundo ela, a decisão não passa por falta de vontade política, mas por responsabilidade com o eleitorado goiano.
“Eu não conheço profundamente as urgências do Nordeste goiano, nem as do Oeste do estado. Governar exige conhecer o território, as realidades regionais, e eu ainda não tenho esse domínio”, disse. Para a presidente do PSB, a popularidade não pode ser o principal critério para decisões dessa magnitude. “Eu não vou ceder ao hype. Não vou queimar etapas só porque meu nome está em evidência”, completou.
Aava avaliou que uma eventual eleição para a Câmara dos Deputados permitirá ampliar esse conhecimento. “Se eleita deputada federal, vou conhecer profundamente as veias abertas de Goiás, para então disputar espaços maiores com responsabilidade”, afirmou.
Um PSB de protagonismo político
Ao resumir o projeto que pretende conduzir à frente do partido, Aava afirmou que a meta é reposicionar o PSB no centro das decisões políticas em Goiás. “O PSB, sob a minha presidência, retomará espaços de poder e decisão onde um partido dessa envergadura precisa estar para ajudar a construir um destino mais justo e menos desigual para os goianos e para os brasileiros”, concluiu.
A nova fase da legenda, segundo a presidente, será marcada pela disputa direta por protagonismo institucional, fortalecimento de bancadas e maior inserção do partido no debate político estadual e nacional.
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 7, que se sente impotente diante da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, após ele sofrer uma queda dentro da cela durante a madrugada. Segundo ela, houve demora na liberação para atendimento médico, o que motivou críticas a autoridades do sistema de Justiça.
“Se eu pudesse, ficaria ali sentada, mas eu não posso fazer nada”, declarou Michelle. A ex-primeira-dama disse ainda que pede proteção divina para o marido e afirmou que o caso pode se tornar “uma mancha para a instituição” caso algo mais grave aconteça.
Em tom duro, Michelle responsabilizou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República Paulo Gonet por eventuais consequências à saúde do ex-presidente. “Não é possível que, mais uma vez, vá ter sangue de um inocente nas mãos do excelentíssimo ministro e do governo”, afirmou.
A ex-primeira-dama relatou ainda que Bolsonaro só pode sair da cela para cumprir horários específicos de medicação. Segundo ela, a primeira dose do dia ocorre às 8h, e qualquer outro deslocamento depende de autorização.
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