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POLÍTICA INTERNACIONAL
Venezuela e Estados Unidos: os efeitos corrosivos da impunidade

Quando a ausência de consequências corrói o direito e alimenta a força. O regime de Nicolás Maduro agia ao arrepio da legalidade

Líder da oposição
Maria Corina Machado dedica Nobel da Paz a Donald Trump e entrega medalha na Casa Branca

Reunião ocorreu fora do protocolo de uma visita oficial de Estado e foi conduzida de forma reservada

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Reações
Presidente da Venezuela usa vestido em posse que custa 147 anos de salário mínimo

O episódio reforçou a percepção de distanciamento entre a elite política e a realidade da maioria dos venezuelanos, em um país marcado por hiperinflação, escassez de produtos básicos e êxodo migratório

MEDO
A Venezuela entre nuvens e mísseis

A Venezuela continua sendo um país de paisagens extraordinárias. Mas hoje o que mais se projeta sobre seu território não é apenas o azul do céu, é a sombra permanente da geopolítica

Presidente dos EUA, Donald Trump
MUNDO
Trump buscou o petróleo na Venezuela e luta por outras riquezas mundiais para não ter o ego ferido

Mimado, presidente dos Estados Unidos já tem flertado com outras intervenções para manter o país americano como potência mundial

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Faltou Dizer
A contradição da esquerda brasileira diante da queda de Maduro

Em diversas cidades onde há comunidades venezuelanas, a esperança de um futuro mais livre e próspero substituiu a resignação — uma reação que deveria ter mais voz no debate público brasileiro

CRÍTICA
Pela 1ª vez, Alemanha e China elevam o tom contra Trump após ação na Venezuela

Críticas públicas de Berlim e Pequim rompem o tom diplomático e expõem desconforto internacional com ações militares dos EUA, reacendendo o debate sobre unilateralismo e a erosão da ordem global

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Alimentos e muitos mais
Venezuela vai usar receita do petróleo para comprar produtos dos EUA, diz Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 7, que a Venezuela concordou em utilizar os recursos obtidos com a venda de petróleo para adquirir exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos.

Em publicação na rede Truth Social, Trump informou que as compras devem incluir alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e materiais destinados à recuperação do sistema elétrico e da infraestrutura energética venezuelana. Segundo ele, o acordo estabelece os EUA como principal parceiro comercial do país sul-americano.

"Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos", acrescentou Trump.

Mais cedo, o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou que o país já iniciou a comercialização de petróleo venezuelano. De acordo com o órgão, toda a receita gerada pelas vendas será depositada inicialmente em contas sob controle americano, mantidas em bancos reconhecidos internacionalmente.

Em nota, o departamento afirmou contar com o apoio de grandes empresas de comercialização de commodities e instituições financeiras globais para viabilizar as operações. Os recursos, segundo o governo dos EUA, permanecerão sob gestão americana para garantir a legalidade do processo e serão destinados conforme decisão da administração de Washington, com a justificativa de beneficiar as populações dos dois países.

Também nesta quarta-feira, a estatal venezuelana PDVSA informou que houve avanço nas negociações com os Estados Unidos para a venda de petróleo. A empresa afirmou que os termos discutidos seguem modelos semelhantes aos acordos firmados com parceiros estrangeiros, como a petroleira americana Chevron.

Segundo o Departamento de Energia, as vendas começam de forma imediata e não têm prazo definido para encerramento.

Na noite de terça-feira, 6, Trump declarou que os Estados Unidos devem refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo bruto que estavam retidos na Venezuela em razão do bloqueio imposto por Washington. O presidente também afirmou que fechou um acordo para a exportação de até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano ao mercado americano, medida que, segundo ele, reduziria a dependência chinesa desse fornecimento e ajudaria a evitar novos cortes na produção venezuelana.

Trump disse ainda que o petróleo será negociado a preços de mercado e que o governo americano ficará responsável por supervisionar o uso dos recursos obtidos. De acordo com o presidente, o transporte será feito por navios de armazenamento, com entrega direta em terminais nos Estados Unidos, volume equivalente a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela.

Prisão de Maduro

As declarações ocorrem poucos dias após uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A operação, segundo informações oficiais, deixou ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos mortos.

Na terça-feira, a agência Reuters revelou que autoridades dos dois países já vinham discutindo a retomada das exportações de petróleo venezuelano aos EUA. Desde dezembro, milhões de barris permaneciam armazenados em navios e tanques, sem possibilidade de exportação devido às sanções impostas pelo governo Trump, que integraram a estratégia de pressão sobre Caracas.

Nesta quarta, os Estados Unidos também apreenderam, no Oceano Atlântico, um navio petroleiro vazio de bandeira russa com vínculos com a Venezuela. A medida faz parte da estratégia americana para monitorar o fluxo de petróleo na região e pressionar o governo venezuelano a se alinhar politicamente a Washington.

No último sábado, após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias americanas. Segundo ele, empresas dos EUA devem investir bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura do setor e retomar a produção em larga escala.

Antes das sanções, refinarias localizadas na Costa do Golfo dos Estados Unidos importavam cerca de 500 mil barris diários de petróleo venezuelano, cuja composição pesada é compatível com essas plantas industriais. Atualmente, apesar de deter as maiores reservas do mundo, a Venezuela produz aproximadamente 1 milhão de barris por dia, volume reduzido em razão das sanções e da deterioração da infraestrutura.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo americano pretende se reunir ainda nesta semana com executivos do setor petrolífero para tratar dos próximos passos da política energética em relação à Venezuela.

Leia mais: Trump determina saída dos EUA de mais de 60 organizações internacionais por atuarem “de forma contrária aos interesses do governo”

Maduro e sua esposa, Cilia Flores | Foto: The Image Direct
MUNDO
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Novas imagens
Novas imagens mostram Maduro algemado ao chegar a Nova York; veja

Novas imagens que circulam nas redes sociais mostram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, algemado e escoltado por autoridades dos Estados Unidos ao desembarcar em um aeroporto norte-americano. O vídeo teve a autenticidade confirmada pela agência internacional de notícias Reuters.

https://youtu.be/csR6t8V9rC0

Segundo informações oficiais, Maduro chegou a Nova York no sábado, 3, após ter sido detido em uma operação conduzida pelo governo dos Estados Unidos. Nas imagens, ele aparece caminhando pela pista de pouso, vestindo uma blusa azul com capuz, enquanto é acompanhado por agentes de segurança.

A Reuters informou que validou o material com base em elementos técnicos, como as marcações da pista, as características da aeronave, as roupas usadas por Maduro e a posição dos agentes da Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos, a DEA. As imagens coincidem com registros exibidos por emissoras de televisão americanas.

Autoridades confirmaram que o desembarque ocorreu na Base Aérea da Guarda Nacional Stewart, localizada em Newburgh, no estado de Nova York, durante a noite de sábado.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Nicolás Maduro responde a acusações que incluem conspiração para o narcoterrorismo, entre outros crimes. A primeira audiência do processo está prevista para segunda-feira, dia 5, em um tribunal federal de Manhattan.

Após a divulgação do vídeo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano avalia os próximos passos em relação à Venezuela, incluindo ações durante um eventual período de transição política. Não foram apresentados detalhes adicionais sobre essas medidas.

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