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Aura Minerals
Ouro em Crixás: mineradora canadense compra mina por US$ 76 milhões

O fechamento da transação está previsto para ocorrer até o terceiro trimestre de 2025, podendo se estender até o quarto trimestre, conforme comunicado divulgado pela Aura

TRANSPORTE
Primeiro ônibus elétrico superarticulado começa a operar; frota do Eixo Anhanguera deve ser 100% elétrica até 2026

Além de ser menos poluente, novos veículos elétricos podem levar 24 pessoas a mais em relação ao tradicional. Investimento para renovar toda frota do Eixo é de R$ 1,7 bilhão

Fica 2025
Confira lista dos filmes que receberam R$ 220 mil em prêmios no FICA 2025

Dentre os filmes goianos, o destaque foi para o documentário Entre as Cinzas, que mostra brigadistas atuando em incêndios florestais criminosos

Agrodefesa
Gripe aviária: confirmação do primeiro caso em Goiás coloca municípios e Estado em alerta

Amma e Agrodefesa alertam sobre os riscos de ter contato com aves. Primeiro caso foi confirmado em Santo Antônio da Barra após 100 galinhas morrerem

Pecuária
De Goiás para o mundo: estado bate recorde de abates e exportações de carne bovina

Goiás iniciou 2025 consolidando sua força na pecuária bovina. Segundo a Pesquisa Trimestral da Pecuária, divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado abateu 1 milhão de cabeças de gado no primeiro trimestre do ano. Esse número representa um avanço de 0,9% em relação ao mesmo período de 2024 e estabelece um novo recorde para o setor no estado.

O resultado mantém Goiás na terceira colocação no ranking nacional de abates, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. Entretanto, o crescimento consistente e a qualidade do rebanho goiano colocam o estado em posição estratégica dentro da cadeia produtiva da carne no Brasil. Com uma pecuária cada vez mais tecnificada, Goiás amplia sua competitividade, tanto no mercado interno quanto no externo.

Além disso, os dados indicam um movimento relevante: o aumento no abate de fêmeas, com destaque para 356,9 mil vacas e 177,5 mil novilhas. A mudança no perfil do abate sinaliza uma estratégia voltada para carnes mais valorizadas no mercado, especialmente aquelas com origem em fêmeas jovens, cuja carne tende a ser mais macia e com melhor marmoreio. Para especialistas, esse fator pode ampliar o valor agregado do produto final e abrir novas frentes de exportação.

Mercado

De acordo com Glaucilene Carvalho, que responde interinamente pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), os números refletem uma série de investimentos coordenados entre o setor produtivo e o poder público. “Esse resultado reforça o compromisso de Goiás com uma pecuária moderna, eficiente e sustentável. Temos um rebanho de qualidade, produtores com mais tecnologias e políticas públicas alinhadas com as exigências dos mercados. O crescimento no abate de fêmeas jovens indica uma produção voltada para carnes de maior valor agregado, que geram renda, empregos e fortalecem a imagem do estado no cenário nacional e internacional”, afirma.

Essa performance no mercado interno tem repercussões diretas no comércio exterior. As exportações goianas de carne bovina aumentaram 8,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo intervalo de 2024. Além disso, a exportação de bovinos vivos alcançou US$ 1,4 milhão entre janeiro e abril de 2025 — valor mais de quatro vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Esse crescimento no comércio internacional reforça a posição de Goiás como um dos maiores exportadores do agronegócio brasileiro. Conforme dados da Plataforma Aroeira, mantida pela Seapa, os principais destinos da carne goiana incluem países da Ásia, do Oriente Médio e da América do Sul. Esse desempenho é sustentado não apenas pelo volume de produção, mas também pela capacidade do estado em atender às exigências sanitárias e regulatórias de mercados exigentes.

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TRIBUTAÇÃO
“Não adianta recuar em alguns casos e aumentar em outros”, avalia senador Vanderlan Cardoso sobre as mudanças no IOF

Em entrevista ao Jornal Opção, o senador Vanderlan Cardoso comentou sobre as mudanças na tributação de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Nesta quinta-feira, 12, foi publicada uma nova Medida Provisória recuando em parte dos aumentos anunciados, ao mesmo tempo que aumenta outros impostos para compensar. O senador afirmou que o IOF não foi debatido no Congresso.

“Como sempre está acontecendo no atual governo, primeiro se faz e depois vai discutir. Só que o desgaste, ele vem acontecendo, como esse empate com relação ao IOF. O que eles publicaram agora também não houve acordo. Ou seja, não adianta recuar e diminuir em alguns casos e aumentar em outros casos. Foi o que eles fizeram”, opinou ele.

O senador afirmou que apresentou um Projeto de Decreto Legislativo para suspender a Medida Provisória depois de ser contatado por segmentos que foram prejudicados. “Já tem ali no Congresso Nacional partidos como União Brasil e Partido Progressista pressionando para que derrubem essa MP”, disse.

Vanderlan acredita que mesmo a nova MP seja derrubada nos próximos dias, e anuncia que votará favoravelmente para isto. “Temos várias áreas que já era para ter acabado os subsídios. Nós fizemos durante a pandemia e estendemos benefícios para várias áreas. Vem postergando, como o caso da isenção de INSS para alguns setores da economia. E só isso dá em torno de 12 a 15 bilhões de reais por ano”, afirmou.

Para o senador, existem outras áreas que podem ser taxadas para cobrir o rombo nas contas da União, como por exemplo as Bets (apostas virtuais), em foco judicial no momento. As bets recolhiam 12% sobre o rendimento das apostas - o que sobra após os descontos dos prêmios e do Imposto de Renda sobre as premiações. Com a última medida, esse percentual sobe para 18%. Segundo o documento, 6% disso será destinado à saúde. 

“O que eu estou falando é aumentar de 12% para 30% ou 40%. Vai atingir quase o objetivo deles. Esse jogo está trazendo, a meu modo de ver, transtornos ao brasileiro. Já que é difícil terminar com esses jogos, então vamos taxá-los para poder arrecadar. Eu defendo que vai, em vez de 12% para 18%, que vai para 30% ou 40%, como é nos Estados Unidos”, disse. 

Ele também defende que os 17 setores da economia que foram beneficiados com a desoneração da folha - prorrogada até o fim de 2027 - devem diminuir este percentual. “Vamos cortar aí 30, 40% dessa desoneração, contribuir entre 6 e 7 bilhões. Já ajuda”, afirmou.

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