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No feminino, o título ficou com a equipe de Baco Pari (Posse), que derrotou João Borges Vieira
Em Goiânia e Trindade, os policiais goianos cumpriram três mandados de prisão temporária e três de busca domiciliar
Escolas de Goiânia mostram como a proibição de eletrônicos revigorou o aprendizado e as relações sociais
A feira integra a programação do Canto da Primavera – Festival de Música de Pirenópolis, considerado um dos maiores encontros culturais do Estado
O embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, destacou o avanço real nas tratativas e reforçou o interesse japonês em ampliar os laços econômicos com Goiás
Grito dos Excluídos inicia às 8h30 na Estação Ferroviária em Goiânia
s imagens impressionam pela dimensão do gado e pela organização da condução
Na casa do autor foi encontrado um arsenal de armas de fogo de calibre restrito
Caminhonete capota e deixa 3 vítimas fatais entre São Miguel do Araguaia e Tataíra
Bombeiros controlam incêndio em edifício de 20 andares em Goiânia
As intervenções fazem parte do Termo de Cooperação 001/2025 firmado entre o Ifag e o Estado, que adota um modelo considerado mais ágil de contratação, unindo gestão privada e controle público
A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) deflagrou nesta quinta-feira, 4, a Operação Panaceia, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa responsável pela fabricação e comercialização ilegal de medicamentos em larga escala. A ação, coordenada pelo delegado Márcio Henrique Marques de Souza, titular do Grupo de Patrulhamento Tático (Gepatri) da 8ª Delegacia Regional de Rio Verde, resultou em 29 prisões, apreensão de veículos, imóveis e o fechamento de fábricas clandestinas em três estados.
“Na data de ontem [quinta-feira, 4], nós deflagramos a Operação Panaceia. A operação tinha o objetivo de cumprir 36 mandados de prisão e 51 mandados de busca e apreensão”, iniciou o delegado.
Segundo Márcio Henrique, o grupo criminoso fabricava medicamentos de forma precária, sem qualquer autorização sanitária, em locais insalubres. A investigação teve início após apreensões de remessas enviadas pelos Correios.
“Interceptamos muitos medicamentos encaminhados via correspondência. A partir dessas apreensões, começamos as diligências para identificar os remetentes e destinatários. As pessoas envolvidas foram submetidas à perícia, e com a chegada dos laudos, constatamos que os produtos vendidos como ‘naturais’ continham substâncias controladas”, pontuou.
Entre os compostos identificados estavam sibutramina, fluoxetina, diazepam e bupropiona, substâncias que exigem prescrição médica e estão relacionadas à Portaria 344 da Anvisa. O delegado alertou para os riscos à saúde: “O risco para as pessoas que utilizaram esses medicamentos era muito grande, inclusive risco de morte. Além disso, são substâncias que causam dependência. A pessoa começa a tomar e acaba ficando dependente”, disse.
A investigação também revelou movimentações financeiras suspeitas. “Analisamos o relatório de inteligência financeira e constatamos que essa associação criminosa movimentou de forma atípica 19 milhões de reais. Isso demonstra que a atividade ilícita deles é praticamente industrial, com cerca de três anos de atuação” afirmou.
Apesar da complexidade do esquema, o delegado ainda não classificou o grupo como organização criminosa. “Ainda não falo em organização criminosa porque as investigações vão evoluir. Precisamos verificar se existe um vínculo entre eles que possa caracterizar isso. O que temos são associações entre múltiplos indivíduos que se relacionam entre si”, disse.
A operação teve resultados expressivos: 51 mandados de busca e apreensão cumpridos; 29 prisões realizadas até o momento; 5 prisões em flagrante; 4 fábricas clandestinas identificadas em Goiás e Minas Gerais; 64 veículos sequestrados (avaliados em mais de R$ 6 milhões); 63 imóveis sequestrados (avaliados em cerca de R$ 23 milhões); e o Bloqueio de contas bancárias.
Em Ji-Paraná (RO), um suspeito foi preso com grande quantidade de medicamentos ilícitos e armas. Em Goiânia, uma fábrica irregular foi lacrada pela Vigilância Sanitária. Em Rio Verde, foram apreendidos relógios de luxo e veículos. A cidade de Paranaguá (PR) foi identificada como o ponto de origem da associação criminosa.
“Durante as investigações, identificamos que alguns indivíduos migraram para Uberlândia (MG), onde estavam produzindo e distribuindo os medicamentos. Lá, encontramos três das quatro fábricas. Era uma produção em escala industrial. Eles usavam até betoneiras, equipamento de construção, para misturar os medicamentos”, disse.
Além da produção ilegal, o grupo também falsificava rótulos e embalagens. “Eles mudavam os nomes e embalagens constantemente. Não conheço nenhum produto natural ou fitoterápico que seja vendido com essas características. Eles falsificaram”, afirmou.
O delegado concluiu destacando que as investigações continuam, com foco na identificação de outros envolvidos, bens ocultos e na possível caracterização de organização criminosa.
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O estado de Goiás deu um passo estratégico rumo à vanguarda da mineração nacional ao se tornar o primeiro do Brasil a produzir terras raras pesadas, minerais essenciais para tecnologias de ponta como carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. A declaração foi feita, nesta quinta-feira, 4, pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), durante evento internacional realizado em Goiânia, Ficomex 2025, que reuniu representantes e empresários de mais de 100 países.
“E ao mesmo tempo, nessa área agora de mineração, que é a área que sem dúvida nenhuma Goiás tá dando um passo avançado. Foi o primeiro no Brasil a ter já em produção as terras raras pesadas,” afirmou Caiado.
A iniciativa não apenas posiciona Goiás como protagonista no setor mineral, mas também fortalece sua presença no cenário geopolítico. Países como o Japão já firmaram protocolos de investimento com o estado, com foco na separação e beneficiamento dos minerais, uma estratégia que visa agregar valor à cadeia produtiva e evitar a simples exportação bruta dos recursos.
“Com isso, a presença de vários países, vocês veem aqui agora o Japão trabalhando conosco no protocolo de investimentos para poder fazer com que haja ali sim a separação dos minerais e não apenas a exportação do produto,” completou o governador.
A produção de terras raras é considerada estratégica por diversas nações, especialmente diante da crescente demanda por tecnologias sustentáveis e da necessidade de diversificar fornecedores globais. Goiás, ao investir em inovação e agregar valor à sua produção, se destaca como uma alternativa promissora frente à concentração asiática no setor.
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