Resultados do marcador: Efeito Manada

Encontramos 2 resultados
Popular esvazia cobertura política e amplia espaço para assuntos policiai

A cúpula de “O Popular” está esvaziando a cobertura política, alegando que os leitores não se interessam muito pelo assunto (o que, pela experiência do Jornal Opção, não é verdadeiro; o acesso alto depende muito mais da qualidade do que se publica). O jornal vai priorizar a cobertura de cidades, basicamente fatos policiais, mas sem sensacionalismo. Os editores, cada vez em menor número, vão concentrar os melhores repórteres na cobertura de fatos que, supostamente, interessam mais aos leitores. Por isso Fabiana Pulcineli, antes a estrela da cobertura de política, será transferida para a área de cidades. Fabiana Pulcineli não deve ficar muito tempo no “Pop”. A jornalista, de primeira linha, deve cursar Direito com o objetivo de prestar concurso para juíza ou promotora de justiça.

Grupos organizados e inocentes úteis apontam racismo em minissérie da Globo que nem viram

[caption id="attachment_15005" align="alignleft" width="620"] A minissérie já foi alvo de três denúncias de racismo antes da estréia Foto: Divulgação Foto: Divulgação[/caption] O Brasil está ficando mais tolo e passional. A Globo mal anunciou que iria exibir a minissérie “Sexo e as Negas”, de Miguel Falabella, e centenas de protestos apareceram nas redes sociais. E a Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial “autuou” a rede de televisão. De repente, a Globo e Falabella passaram a ser apontados como “racistas” — o que, evidentemente, não são. A rede de televisão, expondo negros bem-sucedidos em várias profissões nas novelas, mas sem simplificar e distorcer a realidade (tipo: “Os negros são bons e os brancos são maus”), contribui muito mais para reduzir ou combater o “racismo” e apresentar a sociedade brasileira como é — multifacetada, diversificada — do que dezenas de dissertações de mestrado e teses de doutorado “condenando” ou “provando” que o Brasil é racista. No Facebook, Falabella ofereceu a explicação mais racional sobre a questiúncula: “Como é que se tem a pachorra de falar de preconceito, quando pré-julgam e formam imediatamente um conceito rancoroso sobre algo que sequer viram? ‘Sexo e as Negas’ não tem nada de preconceito. Fala da luta de quatro mulheres que sonham e buscam um amor ideal. Elas poderiam ser médicas e morar em Ipanema, mas não é esse meu universo na essência, como autor. Qual é o problema, afinal? É o sexo? São as ‘negas’? As negas é uma questão de prosódia. Os baianos arrastam a língua e dizem ‘meu nego’, os cariocas arrastam a língua e devoram o ‘s’. Se é o sexo, por que as americanas brancas têm direito ao sexo e as negras não? Que caretice é essa? O problema é que elas são de comunidade”. Mark Twain, Bernard Shaw, Karl Kraus e H. L. Mencken, se fossem brasileiros e estivessem vivos, estariam presos ou proibidos de publicar suas sátiras. Nelson Rodrigues, se vivo, seria processado e suas obras certamente seriam proibidas. Se continuar assim, com uma parte da sociedade tentando proibir o que não lhe agrada, daqui a pouco toda obra, se mencionar sexo e a cor das pessoas, terá primeiro de passar pela vigilância de algum “gueto” e, depois, pela censura do Estado. O mundo, e não só o Brasil, mas às vezes entre nós é pior, está cada vez mais moralista e mal-humorado. O riso, melhor remédio contra o trágico, está quase proibido. Talvez seja necessário criar um catálogo-manual e aí, diante de uma piada, o indivíduo o abre e verifica se pode rir ou não.