Resultados do marcador: Desinteresse

[caption id="attachment_124449" align="alignleft" width="620"] Foto: Nelson Jr./ASICS/TSE[/caption]
Talvez as eleições do Tocantins não chamem tanta a atenção dos famosos institutos de pesquisas Ibope e Datafolha ou mesmo do regional Serpes. Talvez os responsáveis por isso sejam os veículos de comunicação ou entidades classistas que não estão dispostos a gastar seus parcos recursos. Talvez seja até mesmo a liderança consolidada do candidato Mauro Carlesse (PHS) que inibe algumas apostas para, numa espécie de termômetro eleitoral, medir a temperatura da campanha por estas bandas.
Se muitos especialistas dizem que pesquisas eleitorais refletem a fotografia do momento, o estado do Tocantins não tem sido retratado nos últimos tempos, em que pese a campanha eleitoral estar em pleno andamento.
O candidato da frente Governo de Atitude, Mauro Carlesse, o líder da última pesquisa, realizada ainda em agosto, tem demonstrado nos últimos discursos sua preocupação com uma possível reação, mesmo que tímida por enquanto, de Carlos Amastha (PSB). No lançamento da campanha do candidato a deputado estadual Cleiton Cardoso (PTC) em Palmas, na terça-feira, 11, o governador disse que a população “está cansada de tantas eleições” e pediu que os eleitores decidam logo as disputas no dia sete de outubro, sem estender a agonia para um segundo turno. Logicamente, ele torce para que esses votos garantam a sua vitória. É provável que isso ocorra, uma vez que a força da máquina é fator relevante que não pode ser desconsiderado.
Contudo, a amarga experiência da eleição suplementar, ocorrida há pouco mais de dois meses, fez com que os tocantinenses perdessem o “fogo” de querer ir às urnas e o eleitorado, ao que parece, anda desestimulado de plotar automóveis, pregar adesivos nas camisetas ou balançar bandeiras nas rotatórias. Até mesmo nos comícios e pequenas reuniões familiares o número de ouvintes é muito reduzido, se comparado às eleições anteriores. Um desavisado das coisas da política poderia pensar, que um tal de Bolsonaro seria o candidato a governador mais popular no Tocantins, porque os únicos adesivos que se vê por essas bandas, são desse político ou, no máximo, de um ou outro candidato a deputado estadual.
O que se espera é que nos últimos 15 dias de disputa a campanha eleitoral entre num novo ritmo tanto nas universidades e restaurantes quanto nas feiras e estacionamentos e, talvez, o eleitorado se interesse, novamente, em decidir os destinos do Tocantins. Por enquanto, os pedidos de votos e exposição das ideais têm espaço e consistência apenas nas redes sociais.

[caption id="attachment_93519" align="aligncenter" width="620"] Prefeito Alair, de Cocalzinho | Foto: divulgação[/caption]
Planos do GDF para ajudar o Entorno é igual conto de fadas: a gente gosta de ouvir mas sabe que não passa de ficção.
Revoltado com essa situação, o prefeito Alair (PR), de Cocalzinho de Goiás, afirma que o plano de mobilidade compartilhado do GDF é um fracasso, nunca funcionou, e que as cidades goianas adjacentes à Brasília vivem em um conto de fadas por acharem que o Governo de Brasília um dia se preocupará com quem pega ônibus no Entorno.
Acorda GDF, nós já sabemos que se quiser, dá pra fazer! Se a gestão estiver disposta a fechar parceria com a Amab as coisas vão começar a acontecer. Todas as cidades do Entorno têm uma cidade satélite próxima, com as quais daria para realizar a integração de ônibus.
Seriam menos 2 mil ônibus desgastando a malha viária do DF, que saem diariamente das cidades do Entorno rumo à Brasília. Se houvesse o mínimo de interesse, a população não sofreria mais com esse transporte nefasto regulado pela ANTT.