Resultados do marcador: câncer colorretal
Um exame simples, que pode ser feito sem sair de casa, pode contribuir para reduzir significativamente o risco de morte por câncer colorretal. A conclusão é de um estudo realizado na Suécia com mais de 376 mil pessoas, acompanhadas por até 14 anos. Entre os participantes que efetivamente fizeram o teste de rastreamento, o risco de morrer em decorrência da doença foi até 43% menor.
O método utiliza um kit enviado à residência do paciente para a coleta de uma pequena amostra de fezes. O material é encaminhado para análise laboratorial, que busca identificar vestígios de sangue oculto, ou seja, que não podem ser percebidos a olho nu.
Quando o resultado indica alguma alteração, o paciente é encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, que permite investigar a origem do sangramento e identificar pólipos, lesões pré-cancerosas ou tumores em estágios iniciais.
Adesão faz diferença
Os pesquisadores observaram que o convite para participar do programa de rastreamento esteve associado a uma redução de 26% no risco de morte por câncer colorretal. Entre aqueles que efetivamente realizaram o exame, a redução estimada chegou a 43%.
Os dados também mostraram que cerca de um terço das pessoas convidadas não enviou a amostra para análise, o que reforça a importância da adesão aos programas de rastreamento para que os benefícios sejam alcançados.
Acompanhamento por até 14 anos
Ao longo do período analisado, foram registradas 1.668 mortes por câncer colorretal. O grande número de participantes e o acompanhamento prolongado permitiram avaliar os efeitos do rastreamento ao longo dos anos.
Os resultados reforçam a importância da detecção precoce, já que o rastreamento pode identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas, aumentando as chances de diagnóstico em estágios iniciais e ampliando as possibilidades de tratamento.
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