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Dirigente do PT afina discurso

Depois das eleições indiretas o presidente do PT, Júlio César Brasil, ajusta discurso com o pré-candidato do partido que defende a união das oposições para vencer as eleições. “A oposição precisa dialogar e estar unida para derrotar a velha política no Tocantins, elegendo um governo que esteja comprometido em promover as mudanças que o Estado precisa”, prega o dirigente, que assegura que Paulo Mourão está preparado para esse desafio.

Colégio Agrícola de Pedro Afonso sob nova direção

O tradicional Colégio Agrícola de Pedro Afon­so com mais de 40 anos de funcionamento entra numa nova fase. Passa a ser co­mandado pelo Ins­tituto Federal de Edu­ca­ção, Ciên­cia e Tecnologia do To­can­tins (IFTO). O processo já começou com a seção do terreno para o IFTO, conforme lei editada pelo Executivo e aprovada pela Assembleia Legislativa. O instituto vai manter os cursos técnicos oferecidos pelo colégio e oferecer novos cursos superiores de acordo com a demanda da região. Pedro Afonso que destaca como importante de produção de grãos comemora a chegada do ensino superior na região.

Mário Lúcio demonstra que tem apelo popular

Está enganado quem acha que o procurador da República Mário Lúcio Avelar (PPS) é uma carta fora do baralho na sucessão estadual. O procurador é candidatíssimo a governador, está com o discurso afinado de combate a corrupção e tem apelo popular. Foi o que ficou evidente durante palestra da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva sobre sustentabilidade, no auditório da UFT. Avelar foi bastante aplaudido quando citado pela ex-ministra como pré-candidato ao governo do Estado.

Primeira mudança revela tendência do governo

A primeira novidade do governo Sandoval Cardoso é o que se pode considerar de mudança para pior. A pasta do Planejamento, que já foi ocupada pelo ex-senador Eduardo Siqueira Campos e o experimentado ex-ministro Flávio Peixoto, foi entregue ao ex-vereador de Paraíso do Tocantins Joaquim Júnior, um aliado de primeira hora do governador. Júnior, que ocupava a diretoria-geral da Assembleia Legislativa, teve uma passagem desastrosa e muito questionada pela Secretaria da Juventude do governo Gaguim, numa indicação do então deputado Sandoval Cardoso. A Secretaria de Planejamento vinha sendo ocupada cumulativamente pelo secretário da Fazenda, Marcelo Olímpio, desde a renúncia de Siqueira Campos.

Secretários temem degola

A eleição de Sandoval em vez de tranquilizar trouxe preocupação para os ocupantes do primeiro escalão do governo. Os secretários não sabem se ficam ou se serão convidados a deixar o governo. No fundo sabem que vão perder o cargo para indicações dos deputados. Pelo menos foi assim no governo Gaguim, em quem Eduardo se inspirou.

Governo esclarece

Em nota enviada esta coluna a assessoria de comunicação do governo do Estado esclarece que diferentemente do que foi divulgado por esse veículo na nota sobre “transparência nas diárias”, o governador Sandoval Cardoso não assinou o Decreto nº 4.807, que elimina a alínea “f”, do Inciso IV, artigo 7º, do Decreto de execução orçamentária e financeira nº 4.576/2013. Ainda segundo a nota a Controladoria Geral do Estado reforça que ao contrário do que diz o texto a exclusão da alínea também não ocorreu no Decreto nº 5.014 de 25 de março, publicado no DOE de 27 de março, ambos deste ano. Por fim declara que no Portal da Transparência do Estado são divulgadas, em tempo real, informações pormenorizadas acerca da execução da despesa pública, inclusive no que diz respeito a diárias.

Stalin elogia posicionamento do chamado PMDB autêntico

O deputado Stalin Bucar (SDD) considerou coerente a decisão do PMDB autêntico de não participar da eleição indireta e fez duras críticas a ala do partido que lançou até candidato. Bucar ainda questionou o posicionamento do PT, do Pros e do PV, que segundo ele questionam a renúncia de Siqueira Campos e João Oliveira e participaram a eleição. “É no mínimo incoerente classificar a renúncia de golpe e participar da eleição”, considerou o deputado.

Danilo é candidato a deputado estadual

[caption id="attachment_3233" align="alignleft" width="300"]Professor Danilo de Melo: a disputa será pela Assembleia Foto: Pedro Sotero Professor Danilo de Melo: a disputa será pela Assembleia Foto: Pedro Sotero[/caption] O professor Danilo de Melo (PSB), que vinha sendo cogitado candidato a deputado federal, decide disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. O ex-secretário da Educação disputa espaço com outro professor, Alan Barbiero, ex-reitor da UFT. Ambos têm chances de sucesso, mas vão ter que trabalhar muito para um não atrapalhar o outro.

Mourão diz que controle das finanças preocupa

Para o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT) o fracasso do governo Siqueira Campos tem explicação: fadiga de material. “Uso exaustivo de um modelo de gestão que pode ser bom para o governo, mas altamente prejudicial ao Estado”, comenta o petista denunciando o aumento exorbitante da dívida pública e desvio de finalidade na aplicação dos empréstimos contraídos pelo Estado junto a instituições financeiras para investimento. Mourão aponta que a continuidade deste modelo é preocupante e pode fragilizar ainda mais as finanças do Estado.

Os prefeitos que apoiam o governo de olho em 2018

Os prefeitos de Palmas, Carlos Amastha (PP), de Ara­guaína, Ronaldo Dimas (PR), e de Gurupi, Laurez Moreira (PSB), apoiam Sandoval Cardoso (SD) ou Eduardo Siqueira Campos (PTB) pelo mesmo motivo. Não estão pensando no melhor para o Estado, nem em parceria para os seus municípios, mas em seus projetos políticos. Se Sandoval Cardoso for eleito em outubro, não poderá ser candidato à reeleição em 2018, o que os favorecerá no pleito naquele ano. Os três fazem planos para disputar o governo do Estado na eleição de 2018. Nem sempre a política é movida por ideal, quase sempre é por puro interesse.

Novo herdeiro de Siqueira quer a Câmara Federal

O jovem Alexandre Siqueira (PSDB) está em campanha por uma cadeira na Câmara Federal, embora não admita. Ele tem sido presença constante em eventos políticos na capital, quase sempre representando o pai Siqueira Campos ou o irmão Eduardo Siqueira. Alex, pela postura simples e discurso bem articulado, já está sendo considerado o novo herdeiro político do ex-governador. Tem chances de se eleger.

Kátia lidera disputa dramática pelo Senado

A senadora Kátia Abreu (PMDB), que tem direito a disputar a reeleição para o Senado, ainda é o nome mais cotado, mas a disputa não será fácil. O ex-governadores Siqueira Campos e Carlos Henrique Gaguim, o ex-prefeito de Palmas Raul Filho e o senador João Costa (PR) também estão no páreo. Há quem diga que será uma disputa mais acirrada que a do Palácio Ara­guaia. Disputa dramática, seria o termo mais adequado.

Nomes que podem chegar à convenção

Pelo quadro do momento esta seria a lista mais provável de candidatos ao governo com chance de chegar à convenção e seguir em frente. Ex-governador Mar­celo Miranda (PMDB), ex-secretário de Relações Ins­titucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB), governador Sandoval Cardoso (SDD), deputado Marcelo Lelis (PV), ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT), senador Ataídes Oliveira (Pros), empresário Roberto Pires (PP), senador Vicentinho Alves e o procurador da República Mário Lúcio Avelar (PPS). Fora daí é só especulação.

Vicentinho e Pires prometem estar juntos pela terceira via

[caption id="attachment_3232" align="alignleft" width="620"]Prefeito Carlos Amastha: o alvo é a eleição estadual daqui a 4 anos / Foto: Portal Gilda Bomfim Prefeito Carlos Amastha: o alvo é a eleição estadual daqui a 4 anos / Foto: Portal Gilda Bomfim[/caption] Informações de bastidores dão conta de acordo reciprocidade entre senador Vicentinho Alves (SD) e o empresário Roberto Pires (PP). Quem estiver melhor colocado nas pesquisas de intenção de voto recebe o apoio do outro. Não é possível saber se Pires está se aproximando do governo ou se, ao contrário, é Vicentinho Alves que está se aproximando da oposição. O certo é que ambos estarão juntos nas eleições. Vicentinho estaria insatisfeito com acordo do governo para promover Sandoval Cardoso. Roberto Pires não estaria nada satisfeito com a postura do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, que demonstra alinhamento ao Palácio Araguaia. Pode ser a consolidação da terceira via.

Desautorizado e falando sozinho mais uma vez

O presidente do PP, deputado Lázaro Botelho, desautorizou o prefeito de Palmas a falar em nome da terceira via, do qual é coordenador. Botelho disse que Amastha fala em seu nome e não em nome do movimento político denominado de terceira via, que se caracteriza como uma força de oposição e, portanto, não apoia candidatos governistas. Esta não é a primeira vez que Amastha é desautorizado a falar em nome da terceira via, da qual ele é um dos idealizadores. O motivo foi o mesmo: declarações favoráveis ao governo.