Após o deslizamento que atingiu residências no setor Jardim Curitiba, na Região Noroeste de Goiânia, nesta quinta-feira, 22, a Prefeitura informou que está prestando assistência social às famílias afetadas, com a oferta de benefícios emergenciais e inclusão em programas governamentais.

De acordo com o secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Juliano Santana, 18 famílias desalojadas receberão um benefício de R$ 1 mil como ajuda de custo para pagamento de aluguel, custeado pela organização social Projeto Ação Popular (PROAP).

“A secretaria, por meio de um parceiro solidário, vai custear três meses de aluguel, no valor de R$ 1 mil, para essas famílias. O pagamento será feito diretamente às famílias assim que realizarem a locação do imóvel”, afirmou.

O benefício é resultado de uma parceria entre a administração municipal e o PROAP, organização sem fins lucrativos sediada no Setor Orlando de Morais, na Região Norte da capital, especializada em atendimentos comunitários.

Além da ajuda financeira, Santana destacou que o cadastro das famílias será atualizado junto à Agência Estadual de Habitação (Agehab), com o objetivo de viabilizar a inclusão em programas governamentais, como o Aluguel Social. “As famílias estão sendo cadastradas por nossa equipe de assistentes sociais para inclusão nos programas habitacionais do município. Ressalta-se que a área afetada é de responsabilidade do Governo do Estado de Goiás”, explicou.

A secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Eerizânia Freitas, informou que também foi disponibilizado abrigo temporário às vítimas, além da atualização do Cadastro Único (CadÚnico), garantindo acesso a benefícios sociais.

Segundo o comandante da Defesa Civil municipal, Robledo Mendonça, duas edificações mais próximas ao córrego foram interditadas devido ao risco iminente de desabamento. As demais casas da rua seguem sob monitoramento contínuo, com atenção especial para rachaduras e possíveis movimentações no solo.

Ainda conforme Mendonça, toda a área próxima ao manancial é considerada zona de risco, com probabilidade de colapso do solo. “Observa-se que o solo onde as casas foram construídas possui restos de material de construção, lixo e entulho. Ou seja, é um solo colapsível, sujeito a movimentações, agravadas pela proximidade do córrego”, explicou.

A Defesa Civil informou ainda que mantém monitoramento constante das residências no entorno, após moradores relatarem rachaduras inclusive em imóveis mais distantes do ponto do deslizamento. Para isso, foi disponibilizado um canal de atendimento 24 horas para acionamento do órgão em caso de novas ocorrências.

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