Vereador critica aumento de 400% para procuradores e diz que está sendo perseguido pela categoria

Sabrina Garcêz e o presidente do Sindigoiânia, Ronaldo Gonzaga, também defenderam que benefício seja estendido a outros servidores

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Sabrina Garcêz, Ronaldo Gonzaga e Wellington Peixoto : os três defendem que aumento beneficie também outras categorias de servidores

O vereador Wellington Peixoto (MDB) utilizou a tribuna durante sessão ordinária desta terça-feira, 19, para se posicionar contra o projeto que prevê aumento de até 400% para procuradores e auditores do município. Na ocasião, o vereador ainda denunciou que a categoria estaria o perseguindo por causa de seu posicionamento.

“Eles estão falando que os vereadores têm algum interesse em não aprovar esse projeto. O meu interesse é que a cidade de Goiânia tenha mais investimento na saúde, tenha todas as ruas pavimentadas. Tenha mais educação, mais Cmeis”, afirmou.

Peixoto divulgou ainda o áudio de uma procuradora do município e denunciou que está sendo vítima de perseguição da categoria. “Nós não somos contra a procuradoria. Pelo contrário, nós queremos uma procuradoria forte. Mas não é justo beneficiar só duas categorias em detrimento das outras”, ressaltou.

“Infelizmente, já começou as perseguições. Já foi cortado do Sindigoiânia a contribuição social, agora, essa semana. Eu não quero acusar, mas o meu posto também foi fiscalizado quinta, sexta e ontem, depois que eu falei que sou contrário a aprovação do projeto neste momento. Ontem tinha 10 fiscais da Vigilância Sanitária no meu posto. Qual o motivo?”, questionou.

O projeto de Lei, que foi lido nesta terça-feira em plenário, prevê que os salários de procuradores passem de R$ 3,7 mil para R$ 13 mil na primeira classe e chega a R$ 24 mil na terceira classe.

Acompanhando a sessão, o presidente do Sindigoiânia, Ronaldo Gonzaga, também criticou o fato de o projeto beneficiar apenas duas categorias. “O posicionamento do Sindigoiânia é claro: nós não somos contra nenhum aumento para servidor. Mas acho que deve ser feito proporcionalmente para todas as categorias. O sindicato representa hoje 8 mil servidores entre professores, administrativos, profissionais da saúde. Como vou brigar por um aumento alto que beneficia apenas 300 servidores e não vou brigar pelos outros?”, argumenta.

Para Gonzaga, a prefeitura deveria recolher o projeto e só enviar para tramitação depois que a análise de outros aumentos também estivessem concluídas. “Tem um projeto que uma comissão está fazendo análise há dois meses, que é do aumento para os administrativos e apoios administrativos e até hoje não tivemos nenhuma posição. Quando mandar esse projeto para a Câmara, manda o dos procuradores junto. É mais justo”.

O projeto que está na procuradoria da Casa deve ser encaminhado em breve para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). A presidente do colegiado, Sabrina Garcêz (PTB) também se mostrou contrária a conceder o benefício que não engloba todos os servidores. “A Educação está há dois anos sem receber a data-base. Deixamos aqui um questionamento para o prefeito, qual que é a preferência pela categoria?”.

A reportagem entrou em contato com a Associação dos Procuradores do Município de Goiânia (Aprog) mas não obteve respostas até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto.

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