Suposto serial killer é denunciado por morte de assessora parlamentar

Confronto balístico entre arma apreendida na casa de Tiago Henrique Gomes da Rocha e projétil encontrado na cena do crime deu positivo

Foto: André Costa

Foto: André Costa

O promotor de Justiça Carlos Alberto Fonseca ofereceu mais uma denúncia contra o suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos. Desta vez, Tiago foi denunciado pelo assassinato da assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte.

O crime ocorreu no dia 14 de março do ano passado, em uma lanchonete no Setor Bela Vista, na capital. Por volta das 23h30 o acusado entrou no local e disparou contra a vítima.

A assessora estava acompanhada do namorado quando Tiago chegou, parou a moto e entrou na lanchonete se dirigindo à mesa onde estava a vítima ainda de capacete. Neste momento, ele simulou um assalto e exigiu os celulares das pessoas que acompanhavam o casal.

O namorado de Ana Maria entregou o celular, mas Tiago dirigiu-se à assessora, que não tinha o aparelho. O denunciado tentou efetuar um disparo, mas a arma falhou.

Em seguida, segundo a denúncia, ele reengatilhou a arma, mirou o peito da vítima e efetuou um único disparo, que foi fatal. Depois deixou o estabelecimento tranquilamente, sem levar nenhum pertence.

O promotor garantiu que a materialidade do crime está concretizada pelo laudo de exame cadavérico, que concluiu que a morte ocorreu por causa do disparo a curta distância. A autoria, além de confessada, foi definida pelo exame de microbalística realizado com o projétil encontrado no local do crime e a arma apreendida na casa do acusado, um revólver Taurus, calibre 38.

Tiago foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, porque o crime foi cometido por motivo torpe e a vítima não teve como se defender. Essa já é a terceira vez que o Ministério Público oferece denúncia de homicídio contra o suposto serial killer.

O acusado já foi denunciado pelas mortes de Ana Lídia de Sousa Gomes, Rosirene Gualberto da Silva e Wanessa Oliveira Felipe.

O promotor requisitou que seja decretada a prisão preventiva do acusado para garantir a ordem pública, já que ele é considerado um indivíduo de altíssima periculosidade, confirmando a decisão tomada em medida cautelar específica. Tiago Henrique permanece recolhido no Núcleo de Custódia.

Deixe um comentário