Setor produtivo e prefeitura definem tarifas para imóveis de IPTU

“Não adianta a população achar que vamos ter uma diminuição de IPTU porque isso não vai ter, pois não foram aumentadas as alíquotas”, diz presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Pedro Alves.

Uma nova reunião realizada na manhã deste sábado (20/9) entre o setor produtivo e a prefeitura de Goiânia parece ter definido a discussão sobre o novo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU). De acordo com o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Pedro Alves, a reunião durou mais de quatro horas, mas ao final houve um acordo comum em relação a taxa.

Foi definido os seguintes valores para imóveis residenciais: para casas de até R$ 50 mil a taxa será de 0,20%; de R$ 50 mil até R$ 100 mil serão cobrados 0,40%; de R$ 100 até R$ 800 mil, 0,55%; e de R$ 800 mil e acima a fora definido a taxa de 0,60%.

Para imóveis comerciais com preços de até R$ 100 mil a taxa aplicada será de 0,50% e para estabelecimentos com valores acima de R$ 100 mil a taxa será de 0,70%. Por fim, os lotes sem construções com montantes fixados em até R$ 100 mil a taxa será de 0,50% e acima de R$ 100 mil a taxa é de 1%.

O projeto agora deve seguir para a Câmara dos Vereadores. De acordo com Pedro Alves, também será encaminhado em anexo a este documento a planta de valores, fato que facilitará o estudo do projeto. “Chegamos a conclusão pela manutenção das alíquotas, o que não quer dizer uma diminuição de tributos por conta da correção que fizemos na planta de valores”, disse. “Não adianta a população achar que vamos ter uma diminuição de IPTU porque isso não vai ter, pois não foram aumentadas as alíquotas”, reitera Pedro.

O processo

Na última sexta-feira (19) uma reunião sobre o mesmo tema não havia chegado a este acordo. O grupo formado por representantes da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), do Fórum Empresarial e de Habitação, que reúnem 11 entidades goianas, e o prefeito Paulo Garcia, afirmaram que a proposta inicial iria impactar negativamente a vida dos cidadãos goianienses.

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