Presa, filha de ex-chefe de gabinete de Marconi tinha salário de R$ 3 mil e movimentava milhões, diz PF

Gisella Albuquerque era chefe de comunicação da governadoria junto ao Distrito Federal. Ela foi presa em flagrante portando 8 armas de fogo

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Entrevista coletiva da Polícia Federal | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Gisella Albuquerque era um nome desconhecido da maioria dos goianos até a manhã desta quinta-feira, 28. Chefe de comunicação do Governo de Goiás junto ao Distrito Federal entre os anos de 2010 e 2018, Gisella foi presa em flagrante pela Polícia Federal na Operação Decantação 2.

Filha do ex-chefe de gabinete do ex-governador Marconi Perillo, Luiz Alberto de Oliveira — o Bambu — Gisella foi flagrada com cerca de R$ 800 mil em dinheiro além de oito armas de fogo encontradas em sua residência.

A Polícia Federal chegou ao nome de Gisella depois de cruzar dados bancários dos investigados na primeira fase da Operação Decantação.

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Charles Gonçalves Lemes, em 2010, já como chefe de comunicação da governadoria, Gisella tinha salário de R$ 3,7 mil e em dois dias fez saques de R$ 3 milhões de sua conta pessoal. Em 2012, ela voltou a sacar mais R$ 3 milhões, valores completamente incompatíveis com sua renda.

Já em 2014, Gisella fez depósito em dinheiro a partir de sua conta pessoal para uma das empresas favorecidas em contratos da Sanego, o valor: R$ 15 milhões. Outros R$ 13 milhões foram transferidos por Gisella para a mesma empresa por meio de uma conta bancária de uma empresa de fachada aberta pelo pai dela, o Bambu.

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