Pouca diferença nas votações é argumento de petistas que defendem candidatura própria ao Governo

Em 2018, José Eliton e Kátia Maria concorreram ao executivo estadual. Apesar de ter a máquina pública nas mãos, ele obteve 13,73% dos votos válidos e ela, 9,16%

Kátia Maria e José Eliton disputaram o governo em 2018 | Foto: Reprodução

A desistência do ex-governador José Eliton (PSB) de voltar às urnas na disputa pelo Palácio das Esmeraldas põe fim a uma série de embates internos entre siglas progressistas. Lideranças do PT se dividiam entre os que defendiam o potencial de votos de uma pessoa que já ocupou a chefia do executivo e os que resistiam ao apoio ao ex-tucano sob alegação de desalinhamento ideológico. Nesse caso, o argumento era a trajetória política que ele construiu no Democratas (DEM), partido que se fundiu ao Social Liberal (PSL) e formou o União Brasil (UB), uma legenda de centro-direita, e no PSDB, cujo principal expoente é Marconi Perillo, que por anos foi considerado um dos maiores opositores ao ex-presidente Lula, pré-candidato ao Palácio do Planalto, cuja eleição é prioridade para os petistas.

Às vésperas de ele refluir da disputa, atuais e ex-mandatários, dirigentes e filiados do partido passaram também a comparar os votos obtidos pelo ex-governador e pela candidata petista. Em 2018, Eliton e a presidente do PT goiano, Kátia Maria, concorreram ao executivo estadual. Apesar de ter a máquina pública nas mãos, o projeto de reeleição do então tucano naufragou no primeiro turno, quando obteve 13,73% dos votos válidos. Já a petista, alcançou 9,16%. A diferença de 4,57%, ou de 135.700 votos, é considerada irrisória por parte dos petistas, que comparam a estrutura e a trajetória dos dois postulantes. 

O impacto em Goiás da liderança de Lula nas pesquisas eleitorais realizadas até agora; a carreira acadêmica de Wolmir Amado, que por 19 anos esteve à frente da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) e é o nome preferido de parte das lideranças petista, a exemplo da deputada estadual e pré-candidata a federal, Adriana Accorsi, para a disputa de outubro deste ano; bem como o considerado bom desempenho de Kátia nas eleições de 2018, devem ser argumentos para que os filiados continuem defendendo candidato próprio. 

A decisão, no entanto, vai depender de consenso com a federação que a legenda forma nacionalmente com o PV, cujo presidente do diretório goiano, Cristiano Cunha, defende apoio à reeleição de Ronaldo Caiado (UB), e o PCdoB, entusiasta do nome de José Eliton e que, após a saída dele da disputa, ainda não se posicionou quanto ao apoio ou não ao nome defendido pelos petistas. Por hora, o governadoriável da esquerda segue indefinido.

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