Polícia Civil derruba quadrilha de Goiás que traficava armas e drogas para RJ e SC

Grupo também é apontado como responsável por 20% dos homicídios registrados em Goiânia em 2017

Foto: Divulgação/PC

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), desarticulou uma associação criminosa de Goiás suspeita de traficar armas e drogas para Santa Catarina e duas favelas do Rio de Janeiro, incluindo a Rocinha. O grupo também é apontado como responsável por 20% dos homicídios registrados em Goiânia em 2017. O resultado da Operação Espectro foi apresentado nesta segunda-feira (6/8).

De acordo com as investigações, iniciadas há cinco meses, o grupo movimentava cerca de R$ 10 milhões por mês. “Com o dinheiro do tráfico, eles moravam em condôminos de alto padrão, frequentavam bons restaurantes e circulavam em veículos luxuosos”, explicou o delegado Francisco Costa.

Quatro pessoas foram presas na última sexta-feira (3). Webert Amaral Dias, que se passava por empresário na capital goiana, e Kleber Marques Correia foram detidos em Goiás. Thiago Alves de Sousa foi preso em Mato Grosso e Maycon Giovani Caetano em Santa Catarina.

Dois detentos também fazem parte da facção criminosa. Hudson Dias Oliveira Filho, que cumpre pena em Aparecida de Goiânia e André Luís de Lima, que já está preso em Santa Catarina. As investigações também apontam que o grupo comercializava uma tonelada de pasta base de cocaína por mês em Goiás.

Em uma única conta usada como laranja, a polícia identificou uma movimentação de R$ 135 milhões em um ano. Todos os suspeitos tinham papéis definidos no esquema, como conseguir armas desviadas da Bolívia e que entravam no País pelo Paraguai a ou lavar dinheiro do crime.

Na operação, foram apreendidos oito carros de luxo, avaliados em R$ 700 mil, armas, munição, máquinas para contar dinheiro e cerca de R$ 200 mil em espécie. “Trata-se de um duro golpe das forças policiais contra o crime organizado. Vamos continuar atuando de forma cada vez mais ostensiva para coibir a criminalidade”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Irapuan Costa Júnior.

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