Pastor e deputado federal, Abílio Santana não assume filha de sete anos, diz colunista

Ao saber da gravidez de sua ex-assessora, Letícia Mariane, parlamentar sugeriu aborto

Esteticista Letícia Mariane e o pastor e deputado federal Abílio Santana. Foto: Reprodução.

A esteticista Letícia Mariane e o pastor e deputado federal Abílio Santana (PL-BA) mantiveram um caso de 8 meses em 2012, enquanto ela ainda era assessora dele. De acordo com a mulher, após saber da sua gravidez, o parlamentar ofereceu dinheiro para que ela ” resolvesse o problema”. As informações são do colunista Leo Dias.

“Ele é Pastor Presidente da Assembleia de Deus de Salvador, mas viaja o mundo fazendo palestras e cultos. Quando ele vinha para São Paulo eu que o acompanhava. Tivemos um relacionamento amoroso, mas nunca soube que ele era casado. Na minha cabeça nunca passou que um pastor iria ter uma amante. Mas a coisa foi ficando séria e eu engravidei. Quando dei a notícia a ele, tive o primeiro choque: ele sugeriu fazer um aborto. Não com essas palavras diretamente, mas deixou subentendido ao me oferecer dinheiro para que eu resolvesse o problema” contou Letícia.

A filha dos dois, Esther, hoje tem sete anos e não tem o sobrenome nem o nome do pai na certidão.

“Já me dispus varias vezes a fazer o DNA, mas ele foge, diz que não é obrigado. No entanto, ele vê a filha quando vem a São Paulo e até diz para nossos amigos em comum da Igreja que é filha dele. Mas o negócio muda de figura quando está na justiça ou em locais públicos. Outro dia fui levá-la ao aeroporto para vê-lo e ele a tratou com muita frieza. Ela ficou arrasada, porque apesar de tudo sabe que é o pai dela e sofre” disse esteticista.

Abílio Santana paga uma pensão de 3 mil reais para menina, mas Letícia desabafa que a questão não é financeira.

“Sei que isso é muito menos do que a justiça o obrigaria a dar. Mas não quero só dinheiro. Quero dignidade de a minha filha ter um pai. É muita hipocrisia ele postar em redes sociais que é a favor de família, contra o aborto e não querer registrar a própria filha. Já entrei na justiça várias vezes, mas como ele é político e bem influente na Igreja, não consegui nada concreto ainda. Além de Esther, ele tem mais três filhos, porém só a minha que ele não considera”, desabafou a mãe da menina.

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