Ativista da causa negra afirma que não há dúvida sobre racismo em “Sexo e as Nega”

Declaração foi feita pelo presidente do Centro de Cidadania Negra do Estado de Goiás (Ceneg-GO), Aluíso Black. Minissérie vai ao ar na noite desta terça-feira (16/9)

 A minissérie já foi alvo de três denúncias de racismo antes da estréia Foto: Divulgação

A minissérie já foi alvo de três denúncias de racismo antes da estréia Foto: Divulgação

A polêmica em torno da nova minissérie da globo, que vai ao ar nesta terça-feira (16) “Sexo e as Nega” continua a ser debatida nas redes sociais. Recentemente o autor da série, Miguel Falabella, afirmou que o programa televisivo são com “mulheres que gostam de transar, de se arrumar, querem arrumar homem. Vivem os mesmos problemas de mulheres de qualquer lugar. A estrutura é a mesma do ‘Sex And The City’, mas é uma paródia comovente.”

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o presidente do Centro de Cidadania Negra do Estado de Goiás (Ceneg-GO), Aluísio Black comentou sobre a polêmica. “Não tenha dúvida que esta minissérie é a prova clara do estimulo ao racismo”, disse. Ele ainda diz que a mulher negra brasileira sempre foi tratada de forma perjorativa, em especial pela Rede Globo.

Até o momento, o programa já recebeu três denúncias de racismo registrados na ouvidoria da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial. Miguel Falabella se defendeu recentemente afirmando que “é necessário ter esse seriado porque a população negra do Brasil pode até ser protagonista, mas é sempre bandido, o pobre, o desgraçado.”

Já Aluíso aponta que o racismo não é novidade nas produções televisivas brasileiras. “Minisséries, novelas e muitos outros programas sempre colocam as personagens negras em condições artísticas desiguais, ou seja, apenas como presidiários, cozinheiras, criminosas e outras”, afirma.

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