IBGE: Goiânia é a 10ª maior concentração urbana do Brasil

Estudo divulgado na manhã desta quarta-feira (25/3) revela ainda que fluxo de pessoas se deslocando para trabalho e estudo entre Goiânia e Brasília é o sexto maior do país

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

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Em estudo divulgado na manhã desta quarta-feira (25/3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, em 2010 (ano em que foi realizada a pesquisa) mais da metade da população brasileira vivia em 294 arranjos populacionais — agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional devido a deslocamentos para trabalho e estudo ou à contiguidade urbana.

Em Goiás não foi diferente, 55,8% da população do estado residia em municípios que formavam arranjos populacionais, o que correspondia a mais de 3 mil pessoas em 14 arranjos formados por 45 municípios. Apesar disso, o Centro-Oeste teve destaque como a região com menor número de arranjos populacionais, com apenas 24. O Sudeste fica em primeiro, com 112 arranjos, seguido pelo Sul, com 85, e pelo Nordeste, com 56. No Centro-Oeste, os arranjos estão ligados principalmente aos grandes núcleos urbanos (Goiânia e Brasília).

O arranjo de Goiânia, considerado a única “Grande Concentração Urbana” de Goiás, é formado pelos municípios de Goianira, Guapó, Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bonfinópolis, Caldazinha, Hidrolândia, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo e Trindade (GO), além da capital. O Produto Interno Bruto (PIB) do arranjo somava, em 2010, mais de R$ 34 bilhões, sendo 67,8% desse valor proveniente do setor de serviços.

A população total desse arranjo correspondia a mais de 2 milhões de pessoas, com 98,6% em situação urbana, ocupando a décima posição no ranking de maiores concentrações urbanas — grandes concentrações urbanas são municípios isolados e arranjos populacionais com mais de 750 mil habitantes do Brasil –, sendo que mais de 190 mil dessas pessoas se deslocava entre os municípios do arranjo para trabalhar ou estudar.

Divulgação/IBGE

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O IBGE identificou onze concentrações urbanas com população acima de 1 milhão a 2,5 milhões de habitantes, sendo Goiânia uma delas e a única do Centro-Oeste. Nessa faixa populacional, a capital goiana representa a concentração urbana formada pela maior quantidade de municípios, com 12 municípios; possui o segundo maior volume de pessoas se deslocando entre municípios para trabalhar ou estudar, com 191 mil pessoas; e corresponde ao maior fluxo entre municípios com a vizinha Aparecida de Goiânia, por onde se deslocam 122,9 mil pessoas.

Goiás possui ainda três “Médias Concentrações Urbanas”: Anápolis, Formosa e Rio Verde, todos municípios isolados (que não formam arranjos populacionais). A população de Anápolis, que era de mais de 334 mil pessoas, equivale a mais que o triplo da de Formosa e quase o dobro da de Rio Verde. O PIB de Anápolis era de mais de R$ 10 bilhões, com destaque para os setores de serviços e indústria, que representavam, respectivamente, 35,2% e 33,2% desse valor. Já o PIB de Rio Verde correspondia a R$ 4 bilhões e o de Formosa, R$ 911 milhões, também com destaque em ambos para o setor de serviços.

Goiânia-Brasília

Em 2010, a ligação entre Goiânia e Brasília apresentava um fluxo de 8,8 mil pessoas se deslocando para trabalho e estudo, correspondendo ao sexto maior do Brasil. No meio do caminho, existe Anápolis. Entre a capital goiana e Anápolis, o fluxo era de 6 mil pessoas; entre Anápolis e Brasília, era de 2,4 mil. O estudo analisou que essa dinâmica pode ser decisiva na formação de uma nova unidade urbana que poderá unir os arranjos de Goiânia e de Brasília.

Divulgação/IBGE

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O arranjo de Brasília, que é formado pela capital federal e pelos municípios goianos de Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás, possui uma população total de mais de 3 milhões pessoas, sendo 95,5% em situação urbana. O número de pessoas que se deslocam para trabalhar ou estudar é de mais de 199 mil pessoas. O PIB somavam, no ano do estudo, R$ 155,270 milhões, também com destaque para o setor de seviços, que adicionava 82,2% (sendo 47,6% da administração pública e 34,6% dos demais serviços) a essa soma.

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