Hacker brasileiro detido na Inglaterra pode ter chantageado 180 mulheres em troca de sexo virtual

Cristian Pereira já era procurado pela Interpol por outro crime: o estupro de uma mulher em Londrina (PR), em 2012, pelo qual foi condenado. No entanto, ele não chegou a cumprir a pena, já que fugiu para o país europeu antes da definição da sentença

cristianUm hacker brasileiro, preso na Inglaterra na semana passada por ameaçar mulheres em troca de sexo, pode ter vitimado pelo menos 180 mulheres. Cristian Pereira já era procurado pela Interpol por outro crime: o estupro de uma mulher em Londrina (PR), em 2012, pelo qual foi condenado. No entanto, ele não chegou a cumprir a pena, já que fugiu para o país europeu antes da definição da sentença.

Agora, ele é investigado por três casos virtuais na Europa e, segundo a perita em crimes cibernéticos Iolanda Garay, há indícios de que ele tenha vitimado mulheres de São Paulo, Rondônia, Santa Catarina, Mato Grosso e Paraná.

De acordo com ela, os alvos preferenciais do suspeito, conforme ele mesmo descreveu, eram mulheres “bonitas e gostosas”. Eram visadas, sobretudo, aquelas “com ar de modelo e perfil de vaidosa”. De posso do IP de Cristian, a Polícia Federal descobriu a localização de Pereira em Rolândia (PR) e, posteriormente, que ele havia se mudado para uma cidade no interior da Inglaterra.

O método de atuação de Cristian se baseava na utilização de um perfil falso no Facebook, onde ele utilizava o nome “Fred Maya” e se aproximava das vítimas. Normalmente, o suspeito também se aproveitava de um perfil que ele já tivesse invadido para entrar em contato com outros potenciais alvos.

De acesso às contas de email e das redes sociais das mulheres, Cristian procurava por materiais comprometedores. Quando os encontrava, propunha a devolução –inclusive das senhas roubadas — em troca de sexo virtual. Quando as vítimas cediam e apareciam nuas para ele pela webcam, o hacker registrava e utilizava o conteúdo para novas chantagens.

Como ele havia sido condenado a 12 anos de prisão pelo estupro ocorrido em 2012, as autoridades brasileiras já solicitaram a extradição do suspeito.

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