Ex-prefeito de Goiatuba investigado por burlar obrigatoriedade de concurso público

Ação também envolve ex-primeira-dama e entidade contratada pelo município. Em quatro anos, Executivo repassou mais de R$ 9,2 milhões para a Albes

A 2ª Promotoria de Justiça de Goiatuba ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito Fernando Carlos de Vasconcelos, 47; a ex-primeira-dama e ex-secretária de Bem-Estar Social, Andreia de Moraes Sousa e, também, em desfavor da ex-presidente da Albes – entidade contratada pelo município-, Kênia Fátima Rezende Dias. Os três são suspeitos de frustrarem a realização de concurso público da cidade.

Segundo a denúncia, eles teriam utilizado a Associação Legionárias do Bem-Estar Social do Goiatuba para contratação de pessoas que exerceram funções típicas de servidores concursados. No inquérito consta que Fernando Carlos de Vasconcelos utilizou a Albes para as contratações. Já a primeira-dama teria era responsável por fazer a seleção e contratação de pessoal.

Enquanto isso, conforme os autos, Kênia Fátima deu sequência ao esquema. Ela havia assumido a direção da entidade no período de 14 de outubro de 2016 a 13 de janeiro de 2017. A Alba, de acordo com o promotor de justiça Rômulo Correâ de Paulo, foi criada para promover ações de natureza social, mas a única finalidade dela foi intermediar a contratação de pessoas que atuariam como servidores municipais.

Ele ainda apurou que nos quatro anos de mandato de Fernando Carlos, a prefeitura repassou R$ 9.204.892,00 para a entidade. Para o promotor, não há dúvidas de que os três agiram com vontade livre, consciente e violaram os princípios administrativos, o que caracteriza dolo. O Ministério Público de Goiás (MP-GO_ quer a condenação dos três réus.

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