Entenda o tipo de câncer que levou a jornalista Cristiana Lôbo a óbito

Mieloma múltiplo é difícil de ser diagnosticado precocemente

Na quinta-feira, 11, a jornalista política Cristiana Lôbo, 64 anos, morreu em decorrência de uma pneumonia agravada por um tipo de câncer chamado mieloma múltiplo que tem taxa de incidência de 7,8 novos casos a cada 100 mil habitantes.

“Mieloma múltiplo é um tipo de neoplasia maligna, em que há proliferação desordenada de uma célula do sangue, o plasmócito, que pode levar à anemia, alteração da função renal, hipercalcemia e lesões líticas nos ossos, com dores e fraturas patológicas”, explica a hematologista e integrante do Centro de Câncer de Brasília e do Hospital Universitário de Brasília (Cetro-HUB), Fernanda Queiroz Bastos.

A proliferação desordenada das células pode ocasionar o mau funcionamento de diversos organismos e os sintomas mais comuns costumam ser problemas ósseos nas costas, quadris e crânio; baixas taxas de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas no sangue; fraqueza e tontura e maiores níveis de cálcio, gerando insuficiência renal e impactos no sistema nervoso, como dor intensa, dormência e fraqueza nos músculos.

Esse tipo de câncer é difícil de ser diagnosticado e quando é, costuma estar em seu estágio mais avançado. Os tratamentos são terapias para problemas causados pelo mieloma múltiplo, a quimioterapia e o transplante de medula óssea.

Normalmente, o mieloma múltiplo é diagnosticado por meio de exames de laboratório, como o hemograma (que mede o nível dos glóbulos vermelhos), a bioquímica sanguínea (que mensura os níveis de creatinina, albumina e cálcio no sangue), exame de urina, exames de imagem, como radiografia óssea, tomografia computadorizada, ressonância magnética e ecocardiograma.

*Com informações da Agência Brasil

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