Em meio a críticas, Gestão Iris inaugura novas salas modulares

Para vereadores, improvisação de salas revela falta de compromisso com Educação

Foto: Secom Prefeitura de Goiânia

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), inaugura nesta quarta-feira, 8, quatro salas modulares no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Residencial Itaipu.

A entrega dos módulos no Cmei Residencial Itaipu representa o aumento de 80 vagas na unidade. Ao todo, são atendidas 194 crianças de um a cinco anos, em tempo integral.

Para a prefeitura, as salas modulares “inovam o atendimento à educação, tendo em vista a agilidade e segurança na sua implantação. Os módulos são totalmente pensados para as necessidades escolares e feitos com materiais de alta resistência e paredes de fibra isotérmica, dotadas de sistemas lógicos, elétricos e hidráulicos. As estruturas são construídas sobre pisos de compensado naval com aplicações de resina antichama, prezando pela segurança dos alunos e educadores”.

Ainda segundo o Paço, a grande vantagem das salas modulares é a rapidez em que são implantadas nas unidades de ensino da rede. O tempo médio para instalação e finalização das estruturas, é de 15 a 20 dias.

Críticas

No entanto, a construção de salas modulares tem sido alvo de críticas por parte de vereadores. Para a Dra. Cristina, as salas modulares não atendem a necessidade.

“Eles só entregam a sala, não entregam o acabamento ao redor e também a fiação e a parte elétrica fica descoberta do lado de fora da sala. Então, essa obra precisa de uma complementação. Se você somar os custos, a obra fica mais cara do que uma sala normal. É prejudicial às crianças e aos cofres públicos”, analisa.

A presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação, vereadora Sabrina Garcêz (PTB), também não concorda com as salas improvisadas.

De acordo com a vereadora, foi feito um contrato de R$ 5,6 milhões para contratação de 69 salas modulares, com custo médio de 80 mil reais por unidade. “Faço questionamentos sobre como a prefeitura e a SME pensam a educação na capital. Eles pensam a educação como provisória? É isso que eles querem ao contratar containers?”, indagou.

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