Desembargador concede habeas corpus para filho de Jayme Rincón

Pedido de soltura foi emitido pela Justiça Federal em Goiás 

O desembargador Olindo de Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF-1), em Brasília, concedeu, nesta quarta-feira (3/10), habeas corpus em favor de Rodrigo Godoi Rincón, filho do ex-presidente da Agência Estadual de Obras e Transporte (Agetop), Jayme Rincón, após pedido da defesa.

Depois que o juiz plantonista, Eduardo Pereira, da Justiça Federal em Goiás, recebeu a decisão, foi emitido o pedido de soltura.

Na última terça-feira (2), o juiz federal Rafael Ângelo Slomp decidiu manter presos quatro dos cinco detidos na Operação Cash Delivery. A única pessoa que tinha sido liberada era o advogado Pablo Rogério de Oliveira.

Dos outros quatro acusados, Jayme Rincón e seu motorista, o policial Márcio Garcia de Moura, tiveram a prisão preventiva decretada e ficaram reclusos por tempo indeterminado. O empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e do engenheiro civil e filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincón, tiveram, na data, a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias.

A reportagem tentou entrar em contato com o advogado de Jayme Rincón, mas não teve as ligações atendidas até a publicação desta matéria. Porém, todos os envolvidos negam envolvimento com o suposto esquema criminoso.

Operação

A Operação Cash Delivery apreendeu mais de R$ 1 milhão na última sexta-feira (28/9) e investiga recebimento de propina de R$ 12 milhões durante as duas últimas gestões de Marconi Perillo (PSDB), no governo estadual, em troca de favorecer empreiteiras em contratos.

A corporação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador e, ao todo, 14 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Pirenópolis, Aruanã, Campinas (SP) e São Paulo (SP).

As investigações conduzidas pela Polícia Federal validaram o conteúdo das colaborações premiadas de executivos da Odebrecht realizadas junto à Procuradoria-Geral da República.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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