Deputado-pastor critica Dia do Evangélico em Goiânia

Para João Campos, não há problema em criar data comemorativa para a população desta religião, mas fazer dela feriado é exagero

Deputado federal João Campos, do PRB | Fernando Leite/Jornal Opção

Deputado federal defende que, na verdade, sejam extintos alguns dos feriados brasileiros | Fernando Leite/Jornal Opção

Em entrevista ao Jornal Opção, o deputado federal João Campos criticou a aprovação, pela Câmara Municipal de Goiânia, da criação do feriado do Dia do Evangélico. Segundo ele, essa não é uma demanda do segmento evangélico e, embora ele não se oponha ao estabelecimento de uma data comemorativa, discorda que ela seja considerado feriado.

“Não sou contra que se tenha uma data comemorativa. Agora, quanto a estabelecer que é feriado, sou radicalmente contra, é um excesso”, declarou ele. Para João Campos (PRB), o movimento no país deveria ser, na verdade, no sentido contrário: “Sou a favor de é acabar com feriados, tem feriado demais no Brasil”.

Sobre o projeto 

O feriado foi estabelecido por uma emenda do vereador Deivison Costa (PTdoB) em um projeto do presidente da casa, Anselmo Pereira (PSDB), que, na verdade, tratava de outro assunto. A matéria em questão, aprovada na última quinta-feira (24/11) declarava de utilidade pública municipal o Instituto Educacional Conceito de Meio Ambiente, Cultura e Saúde (IECMACS).

Deivison, que foi o relator da proposta na Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, incluiu a emenda, que, para ele, não destoa da temática original. Segundo ele, a proposta é justa e pode trazer benefícios para o município, principalmente sob a ótima do turismo.

No mesmo dia, o vereador Elias Vaz (PSB) anunciou que entraria com representação contra a emenda, que não passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Quem também criticou a proposta foi Djalma Araújo (Rede) , que lembrou que já existe data comemorativa para os evangélicos na cidade (17 de agosto), estabelecida, inclusive, por um projeto de lei de sua autoria.

Agora, a proposta segue para o prefeito Paulo Garcia (PT), que decide se aprova ou veta a matéria.

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