De Sirva-se a Vitória, Dead Fish celebra 25 anos de banda em Goiânia

Turnê comemorativa começou no dia 18 de março em Taubaté (SP) e passa neste sábado (26/3) por Goiânia com um pouco de cada álbum da carreira da banda capixaba

Rodrigo Lima canta no último show da turnê do disco Vitória, na Sal Olido, em São Paulo | Foto: Deivide Leme

Rodrigo Lima canta no último show da turnê do disco Vitória, na Sala Olido, em São Paulo, no dia 28 de fevereiro | Foto: Deivide Leme

Augusto Diniz

Dos covers de Bad Religion, Bad Brains e Ramones, a banda Stage Dive deu início em 1991 ao Dead Fish, grupo de hardcore melódico de Vitória (ES), em uma transição das primeiras gravações em inglês para letras em português. Ao completar 25 anos de carreira no cenário independente, o Dead Fish vem a Goiânia na noite deste sábado (26/3) comemorar essas duas décadas e meia com o público em um show na Diablo Pub a partir das 22 horas. No repertório, canções dos sete discos de estúdio, um EP e duas fitas demo. O show faz parte também das comemorações de 4 anos da casa noturna de Goiânia.

Quando Rodrigo Lima assumiu os vocais da Stage Dive, no início dos anos 90, o que era basicamente uma banda cover de músicas que os integrantes gostavam de ouvir quando andavam de skate virou um projeto de outro grupo, que se tornou o Dead Fish. Da formação original só sobrou Rodrigo.

Mas com ele está Alyand (baixo), da formação clássica, que gravou os primeiros três discos da banda: Sirva-se (1997), Sonho Médio (1999) e Afasia (2001). Antes, outros músicos passaram pelo Dead Fish nas fitas demo #1 (1993) e (Re)Progresso (1995). Entre 1996 e 2001, Rodrigo cantava, tinha Giuliano e Murilo nas guitarras, Alyand no baixo e Nô na bateria.

Mas um certo sucesso veio quando a banda era do selo Deck Disc, com o álbum Zero e Um (2004), com as guitarras assumidas por Hóspede e Phillipe (hoje no CPM22). Com essa formação, o Dead Fish ainda gravou o disco Um Homem Só (2006), antes de Hóspede deixar o grupo. O álbum Sonho Médio (1999) já tinha colocado a banda em destaque no cenário independente, mas Zero e Um teve um alcance maior de público.

Assista ao videoclipe de Zero e Um:

Depois de Um Homem Só veio o disco Contra Todos (2009), que marcou a saída do baterista Nô, que alegou motivos pessoais. Em 2013, Phillipe deixou o Dead Fish e foi tocar com o CPM22. No lugar deles entraram Marcão (Ação Direta) na bateria e Rick Mastria (Sugar Kane) na guitarra.

O primeiro disco da formação Rodrigo, Alyand, Rick e Marcão saiu em 2015 após uma campanha de financiamento coletivo: Vitória. Além dos álbuns de estúdio, o Dead Fish lançou duas fitas demo — #1 e (Re)Progresso, das quais nem Alyand, na banda desde 1996, participou, o EP 2002, dois DVDs ao vivo — MTV Apresenta Dead Fish (2004) e Dead Fish 20 Anos Ao Vivo no Circo Voador (2012) e um CD gravado no Hangar 110, em São Paulo — Ao Vivo no Hangar 110 (2002).

Ao lado de outras bandas, o Dead Fish lançou três splits. O primeiro deles é o Faces do Terceiro Mundo (2002), do qual também participaram Reffer, Street Bulldogs e Noção de Nada. Nesse split, o Dead Fish lançou a música O Homem Nu, que faria parte de um álbum gravado pela banda em 2002 e que nunca foi lançado. Os outros splits são o Dead Fish/Mukeka Di Rato (2010) e o Dead Fish/Zander (2013), no qual saiu a canção Dêem Nome Aos Bois.

Ouça o disco Vitória, o mais recente da banda:

Saudados pelo público com o “carinhoso” grito “Ei, Dead Fish, vai tomar no cu“, os shows do Dead Fish são muito enérgicos, com a plateia e a banda em interação constante. E o desta noite, pela data de 25 anos de carreira, deve reunir toda essa energia dos anos que passaram até agora.

Se o setlist for o mesmo ou parecido com o do show do dia 18 de março, em Taubaté (SP), que abre com Afasia e, depois de outras 28 músicas, é encerrado com Sonho Médio, será um show impecável.

E como são tempos sombrios, nos quais as pessoas batem em padre, cardeal, espancam pessoas com camiseta vermelha na rua e se agridem por discordarem de ideologias políticas, ao ponto de existir inclusive um assassinato que tem sua motivação investigada por uma possível manifestação partidária, a apresentação ganha um contorno ainda mais atual.

Veja o setlist do primeiro show da turnê de 25 anos do Dead Fish, realizado em Taubaté (SP) no dia 18 de março:

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Lattere

A abertura fica por conta da banda de hardcore melódico de Goiânia Lattere, formada por Leandro (vocal), Régis (guitarra) Alex (baixo) e Israel (bateria). O grupo surgiu neste mês, a partir do fim de outro projeto com a mesma formação, o Coerência. Com o novo nome e a cara renovada nas músicas, o quarteto soltou a primeira música gravada, Travessias (Entre Linhas e Códigos).

Serviço
Dead Fish – 25 Anos Tour | #Diablo4nos 
Data: sábado (26/3)
Horário: a partir das 22 horas
Local: Diablo Pub — Rua 91, número 632, Setor Sul, Goiânia
Ingresso: R$ 35 antecipado, R$ 40 na porta
Venda online: Sympla (clique neste link)
C
ensura: 18 anos

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