Augusto Diniz
Augusto Diniz

Bananada 2016 se despede com muitas homenagens a Michel Temer

Última noite da 18ª edição do festival tem a volta a Goiânia da banda carioca Planet Hemp, que havia se apresentado na cidade pela última vez em 1997

Se contássemos a quantidade de vezes que o nome do presidente da República interino foi gritado nos palcos e plateia perderíamos a conta facilmente | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Se contássemos a quantidade de vezes que o nome do presidente da República interino foi gritado nos palcos e plateia, perderíamos a conta facilmente | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Assim como nas manifestações, quando os números da estimativa de participantes difere muito entre institutos de pesquisa e órgãos estatais, a última noite do 18º Festival Bananada, na Esplanada JK do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), levantou dúvidas quanto ao público presente. Enquanto a produção falava em 13 mil pessoas no domingo (15/5), os organizadores do evento disseram que a quantidade certa era 9 mil.

Seja qual foi o público, a noite foi marcada por coros de “Fora, Temer” em vários momentos. Mal a presidente da República Dilma Rousseff (PT) foi afastada de suas funções no cargo na manhã de quinta-feira (12) e seu vice-presidente, Michel Temer (PMDB), assumiu interinamente por 180 dias na tarde do mesmo dia, três dias depois ele era homenageado na maioria dos shows do domingo no CCON e em panelaços pela cidade enquanto aparecia no programa Fantástico, da Rede Globo.

Quando os cariocas do Planet Hemp vieram tocar em Goiânia pela última vez, em 1997, a música Procedência C.D., do disco A Invasão do Sagaz Homem Fumaça (2000), nem havia sido lançada.

A canção que abriu o show de domingo no Bananada lembra em seus versos de um presidente da República. Mas em 2000, era Fernando Henrique Cardoso (PSDB) quem havia sido reeleito após aprovação em junho de 1997 da Emenda Constitucional número 16 que permitia aos chefes do Executivo federal, estadual e municipal disputar a reeleição.

E a música Procedência C.D. trata desse assunto em alguns de seus versos, ao lembrar da suspeita até hoje mal explicada de compra de votos de deputados e senadores para que o Congresso desse a FHC o direito a disputar a reeleição e reduzisse o mandato de cinco para quatro anos com direito a um segundo mandato se vencesse nas urnas em 1998.

Se o homenageado da vez, em seu segundo mandato, era FHC no último disco que o Planet Hemp gravou, domingo o nome mais lembrado também foi de um presidente, que acabou de chegar ao cargo a partir da abertura de um processo de impeachment contra Dilma, eleita em 2014.

Marcelo D2 foi, ao lado de BNegão, o artista mais aguardado da noite de domingo pelo público, que lotou a Esplanada JK do CCON | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Marcelo D2 foi, ao lado de BNegão, o artista mais aguardado da noite de domingo pelo público, que lotou a Esplanada JK do CCON | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Como foi o domingo

Enquanto no Palco Casa do Mancha as bandas Wolfgang (SP), FingerFingerrr (SP), Bike (SP), MQN e Dogteeth se apresentaram ao longo do domingo, o Palco Construtora abriu a noite das atrações principais do festival com a Quarto Negro, duo de São Paulo formado por Eduardo Praça e Thiago Klein. Depois de Desconocidos (2011), gravado na Espanha, eles trouxeram para Goiânia um repertório que inclui o segundo disco, Amor Violento (2015), feito e registrado em Portland, Oregon, nos Estados Unidos.

A banda começou seu show por volta das 18h30 de domingo com uma atmosfera experimental e intimista. Talvez tenha sido uma das atrações mais calmas do sétimo dia do Bananada.

A partir do Molho Negro (PA) ficou bem claro que a noite era do rock. Com letras que falam sobre funcionário público, Nirvana, o fodão da internet e o cara que chama a menina de lésbica porque ela não quis ficar com ele, o trio paraense contou com a participação de Gabriel Thomaz (Autoramas) e Anderson Foca (Camarones Orquestra Guitarrística).

Destaque para a música Rui Barbosa, do segundo disco da banda, Lobo (2014). “Toda cidade tem uma Rua Augusta, dos playboys, aqui em Goiânia deve ter uma também. Lá em Belém é a Rua Rui Barbosa”, disse o vocalista e guitarrista João Lemos.

Ao tocarem Concurso, João perguntou se tinha algum funcionário público na plateia e respondeu: “Aqui tem três. Essa música é para todo mundo que passa a vida estudando para passar num concurso e trabalhar para esse governo podre”. Um show que terminou com o vocalista fazendo um pedido: “Vamos nos manter à esquerda”.

João Lemos mostrou todo o peso e letras irônicas da Molho Negro (PA) | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

João Lemos mostrou todo o peso e letras irônicas da Molho Negro (PA) | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Primeiro “Fora, Temer” da noite

Da parceria entre A Construtora Música e Cultura, produtora do Bananada, e o selo de Seattle, Washington (EUA) Sub Pop Records, veio a banda The Helio Sequence, de Beaverton, Oregon (EUA). Dos seis discos do duo Brandon Summers (vocal e guitarra) e Benjamin Weikel (bateria), os quatro últimos foram lançados pelo selo, que é mundialmente conhecido por ter sido o primeiro a assinar com o Nirvana.

Um excelente indie rock que dialoga com o estilo de bandas dos anos 1980 e 1990. Criada em 1999, a dupla lançou o EP Accelerated Slow Motion Cinema (1999), o split Heliomena “Converter” (2010) com a banda Menomena, de Portland, e os discos Com Plex (2000), Young Effectuals (2001), Love and Distance (2004), Keep Your Eyes Ahead (2008), Negotiations (2012) e The Helio Sequence (2015).

Destaque do show para a música Stoic Resemblance com seu refrão “Ooh na-na-na-na-na” fácil de ser acompanhado pelo público. Outra coisa que chamou a atenção durante a apresentação foi a forma que o baterista marca o tempo das viradas, com levantadas bruscas de cabeça e boca aberta. Normalmente, cada baterista tem o seu tique na hora de fazer as viradas, o dele era curioso e inédito, ao menos para mim.

E de repente veio a surpresa. O vocalista Brandon Summers disse, em inglês, que tinha uma mensagem universal para a plateia. Nesse momento, ele levantou um cartaz com as palavras “Fuck Temer”. Se você não entendeu, jogue no Google Tradutor. Começava aí uma sequência de discursos contra o presidente interino e sua nomeada primeira leva de ministros que vão compor sua equipe de governo.

A banda encerrou o show com um boa versão de Within You Without You, composição de George Harrison no disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). Essa foi a primeira vez que o duo se apresentou no Brasil. Antes o The Helio Sequence tocou no Sesc Pompeia na quinta-feira (12) com o Quarto Negro e na Neu Club na sexta (13).

O Futuro dos Autoramas

Gabriel Thomaz em uma das coreografias do Autoramas (RJ) no palco | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Gabriel Thomaz em uma das coreografias do Autoramas (RJ) no palco | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Em sua nova formação, com Gabriel Thomaz (vocal e guitarra) dividindo o palco com sua esposa, Erika Martins (ex-Penélope) nos teclados, meia-lua e guitarra, ao lado de Melvin (baixo) e Fred Castro (ex-Raimundos) na bateria, os Autoramas (RJ) mostraram clássicos de quando o grupo era um power trio e coisas do novo disco, O Futuro dos Autoramas (2016), como a canção Quando a Polícia Chegar.

Com coreografias robotizadas e muita diversão, o grupo fez a plateia se mexer bastante com os hits Você Sabe e Nada a Ver. Em Você Sabe foi a primeira vez nos três dias de Bananada no CCON que uma roda punk foi aberta na plateia.

Na parte final do show, Érika desceu do palco e foi pular e se divertir no meio do público enquanto Gabriel dizia “volta, Érika”. Ana Morena (Camarones Orquestra Guitarrística), que esteve na plateia em todo o festival, subiu e cantou com os Autoramas.

Rock goiano do bom

Um dos shows mais aguardados da noite aconteceu no Palco Construtora. O quarteto goiano Hellbenders lançou no Bananada o disco Peyote, gravado em 2014 no deserto de Joshua Tree, na Califórnia (EUA), no lendário estúdio Racho de la Luna, por onde passaram bandinhas como Foo Fighters, Arctic Monkeys, Kyuss e Queens Of The Stone Age e Eagles Of Death Metal. Só essas. Nada mais.

Era só olhar para o palco e perceber que o recado estava dado: de cada lado uma faixa branca escrita em preto “Fuck Temer” e “Fuck Malafaia” em cima dos amplificadores. E a pancadaria veio do álbum novo, que abriu o show com Where I Hide, que teve emendada em seguida a rápida e agressiva Possibilities Among Desire.

A terceira música do show voltou no disco anterior, Brand New Fear, justamente com a faixa título. Mais rodas se abriram no meio do público. Depois surgiu a nova The Hunter, que mostra a forte influência de Faith No More no som da banda, que deu espaço depois à mais do que violenta introdução na bateria castigada por Rodrigo Andrade em Hurricane.

O Hellbenders mostrou parte do seu disco novo, Peyote, no Bananada | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Antes de Hurricane, o vocalista e guitarrista Diogo Fleury falou que, no momento vivido na política nacional, é preciso dizer algo, porque, nas palavras dele, o Brasil vive um cenário de ameaça da democracia com tudo que tem acontecido no Congresso.

Memorize It, do disco novo, mostrou que esse aguardado álbum, gravado há quase um ano e meio, tinha muita coisa boa guardada. Bloodshed Around, que ganhou o primeiro videoclipe do trabalho recém-lançado, foi acompanhada por boa parte do público que já sabia cantar a letra.

Outburst foi a música que fechou a mais do que agressiva apresentação do Hellbenders, que sempre que toca no Bananada arrasta muita gente para o Oscar Niemeyer. E não era para menos. Tanto que parte dos integrantes do Planet Hemp estava do lado do palco conferindo tudo de perto. Em 2015, quem ficou de queixo caído com o quarteto goiano foi a equipe do paulistano Criolo.

Influência eletrônica

Às 21h55, a banda Aldo, The Band (SP) teve problemas com o cabo ligado à mesa do computador e sintetizadores no Palco Skol. Mas logo a apresentação começou, com sua mistura de indie rock, eletrônico e várias influências musicais, até do pós-punk. Para variar, André Faria começou o show de roupa e terminou só de cueca.

A banda quebrou a sequência de bandas de rock que tinham vindo antes, mas não deixou o público desanimar, com toda empolgação no palco, um bumbo de bateria mais do que alto e bases agressivas.

Para quem nunca viu, a impressão que se tem é que jogaram no liquidificador New Order, Depeche Mode, Atari Teenage Riot e botaram para bater até sair a Aldo, The Band.

Antes do show do rapper Rodrigo Ogi, foram anunciados os vencedores do Goiânia Crew Attack, competição de grupos de skatistas realizada pela Ambiente Skate Shop durante o final de semana do Bananada. No primeiro lugar ficou a A Fórmula Crew, seguida da Cream Crew e em terceiro a Inabalável Crew.

| Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

André Faria, vocalista do Aldo, The Band, que terminou o show de cueca | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Hora do peso

Os cantores Liniker, Marcelo D2 e BNegão ficaram na lateral do palco para acompanhar de perto pelo menos uma parte do show do rapper Rodrigo Hayashi, mais conhecido como Ogi, de São Paulo. Com os discos RÁ! (2015) e Crônicas da Cidade Cinza (2014), começou sua apresentação com a Intro do disco mais recente e na sequência cantou “Mas eu sou louco e ligeiro/Aventureiro” da música Aventureiro.

Pelo menos as pessoas que estavam na grade, mais perto do Palco Construtora, cantavam todas os versos do paulistano, que usa até Diário de Um Detento, dos Racionais MCs, nas suas bases. Por Que, Meu Deus? foi uma das músicas que mais levantou a plateia.

Iniciada com um samba, Ponto Final, gravada com participação de Carlos Café e Thiago França, mostra a boa qualidade das rimas de Ogi, como nos versos “Pau mandado nem bala de canhão podem me parar“.

Antes do show principal

Enquanto o público aguardava o início do show do Planet Hemp no Palco Skol, uma sequência de músicas manteve a plateia animada. Começou com Killing in the Name, do Rage Against The Machine, B.Y.O.B., do System Of A Down, e Malandragem Dá Um Tempo, de Bezerra da Silva.

Enquanto o telão no fundo do Palco Skol mostrava uma imagem do Congresso Nacional, em Brasília, o Planet Hemp começou seu show com Procedência C.D., que, em 2000, fazia duras críticas às reeleição de FHC em parte dos seus versos. Na sequência, Ex-Quadrilha da Fumaça, Legalize Já e Dig Dig Dig (Hempa). Formigão (baixo), Pedrinho (bateria), Rafael Crespo (guitarra), Marcelo D2 (vocal) e BNegão (vocal) já entraram no palco destruindo com peso e velocidade.

Imagens de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e outros políticos apareciam em uma mistura de luzes e caracteres no telão. Foi quando BNegão indicou, ao cantar uma das partes gravadas em uma das músicas da banda por Gustavo Black Alien, o disco Babylon By Gus Volume 2, do ex-integrante do Planet Hemp.

Na hora de Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga, BNegão notou que duas rodas pequenas estavam abertas no meio do publico e pediu: “Tá muito pequeno. Eu quero ver essas duas rodas se unirem e formarem uma só bem maior”.

Quando a banda tocou Zerovinteum, no telão apareceu mensagem que questionava os recursos gastos parar aparelhar com armas uma polícia considerada violenta que realiza extermínios nas periferias, de acordo com as imagens projetadas durante essa parte do show. Da música, que na gravação original de 1997 tem a participação da cantora Fernanda Abreu, vieram os versos “Rio de Janeiro/Aqui fazem sua segurança assassinando menor.”

Parada e retorno

Depois do último show do Planet Hemp em 1997 na capital goiana, a banda teve vários problemas com apresentações canceladas ou proibidas pela Justiça de várias cidades pelo conteúdo das letras da banda, que questiona a violência policial, o sistema político e bota na mesa a discussão sobre a legalização da maconha.

Em 2013, o grupo voltou com uma apresentação no festival Lollapalooza Brasil, em São Paulo. De lá para cá, foi questão de tempo para que o show chegasse a Goiânia, 19 anos depois da última passagem da banda pela cidade. Entre 2001 e 2012, foram poucas as apresentações feitas ao vivo por BNegão, D2 e companhia juntos.

Por isso mesmo o público estava enlouquecido e acompanhou empolgado todo o show. Tanta energia fez com que algumas pessoas chegassem a passar mal e precisassem ser atendidas pelas equipes de socorristas do festival.

BNegão foi quem falou sobre política, ocupação de escolas e o governo Temer no show | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

BNegão foi quem falou sobre política, ocupação de escolas e o governo Temer no show | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Homenagens a políticos

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que já havia sido homenageado no telão com frases que apareciam alternadamente muito rápido escrito “Bolsonaro golpista não nos representa”, foi xingado por BNegão no palco: “Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu”.

Nas frases que foram projetadas, também estavam “Cunha golpista”, para o presidente da Câmara suspenso e deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e “Temer golpista”, direcionada ao presidente interino da República Michel Temer (PMDB), o grande homenageado da noite de domingo no Bananada.

Planet Hemp, Fazendo a Cabeça, Deisdazseis, Phunky Buddha e Maryjane transformaram a lotada Esplanada JK do CCON em uma grande roda de hardcore. Depois, uma música que costuma ser executada nos shows, não rolou. BNegão avisou: “Hoje a gente não vai tocar Porcos Fardados“.

“FORA, TEMER”

O cover que eles fizeram no show foi Crise Geral, do Ratos de Porão. Na sequência veio o hardcore Seus Amigos Futuro do País. Quando a música acabou, o telão, todo em preto, trazia escrito de branco as palavras “FORA, TEMER”, que foram acompanhadas por um alto e prolongado coro “Fora, Temer” da plateia.

Stab foi dedicada por BNegão aos adolescentes que ocuparam escolas em Goiás. O cantor destacou que eram adolescentes de 17 que batalharam e enfrentaram uma decisão de um governo autoritário.

Depois vieram Contexto, Queimando Tudo, Quem Tem Seda? e A Culpa É de Quem?. No final do show, BNegão homenageou todos aqueles que já se foram, sejam eles ex-integrantes da banda, como Skunk, parentes e amigos com a canção Samba Makossa, de Chico Science e Nação Zumbi.

Para fechar o 18º Bananada, ficou guardada Mantenha o Respeito, que até quem caiu de gaiato no Oscar Niemeyer um dia já ouviu a música em algum lugar. “Não à militarização das escolas”, disse BNegão.

E continuou: “Temer, vai se foder! Boa sorte para todos nós, porque nós vamos precisar. Sigamos na luta, vamos nessa”.

Saldo do festival

Público ficou até tarde para acompanhar o show da banda Planet Hemp | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

Público ficou até tarde para acompanhar o show da banda Planet Hemp | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

De acordo com o organizador do festival, Fabrício Nobre, a quantidade de público nos três dias do final de semana ficou próximo do que era esperado — 6,5 mil na sexta (13), 3,5 mil no sábado (14) e 9 mil no domingo (15). “Todas as estruturas que a gente testou deram certo, inclusive o Meninada no Bananada.”

Para Fabrício, os showcases durante a semana, de segunda (9) a quinta (12), foram “ótimos”, além da novidade, que foi o Palco Casa do Mancha, em parceria com o espaço de música independente de São Paulo comandado por Mancha Leonel.

Ao ser questionado pelo Jornal Opção se a escolha de fechar o sábado com DJs teria sido um erro, Fabrício considerou a possibilidade. “Eu acho que pode ter sido um erro. Não o tipo de som. Talvez a gente não tenha balanceado a grade (de apresentações) direito. É bom saber que o público ainda vem pelas bandas, que não vem só pela festa, que tem que ter muito cuidado para programar cada banda”, analisou.

E defendeu a escolha dos DJs Anderson Noise, Mau Mau e Renato Cohen: “O show dos caras é foda, eles são importantes, mas ainda estamos tentando encaixar a música eletrônica no festival. Mas eu vou seguir tentando. A performance deles foi excelente. Eu fiquei muito feliz”.

O produtor lembrou que ainda faltam alguns eventos antes de o festival acabar, com três datas em Portugal, duas em Lisboa — 26 de maio com O Terno e Aldo, The Band, de São Paulo, e o português Hélio Morais; 27 de maio com Inky (SP), Water Rats (SC/PR/SP) e The Legendary Tigerman (Portugal) — e no dia 28 de maio na cidade do Porto com Solar Corona (Portugal), Inky, O Terno e Bad Legs (Portugal).

“Já tem a data do ano que vem, é mesma data todo ano. Já vou locar os espaço, tem artista que a gente está pensando em trazer, já vou encomendar uma arte nova para o Bicicleta Sem Freio.” De acordo com Fabrício, o formato encontrado em 2016 é o ideal para o festival, que deve buscar mais conforto para o público nas próximas edições.

E declarou que aguarda que o poder público compreenda a importância do evento: “Eu espero que depois de uma ação absurda desse tipo, com a gente mostrando a diferença do Bananada para os outros festivais de música que acontecem por aqui, que a gente tenha o suporte público que a gente merece”.

Veja galeria de fotos do último dia do Festival Bananada no CCON:

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Enéas Carneiro

Sou a favor de escolas militares. Bolsonaro Golpista?
CQC tentou desqualificar as escolas militares e acabaram passando vergonha.