Alysson Lima leva pedido de impeachment de Iris Rezende e é impedido de falar na Câmara

Proposta foi rechaçada por vereadores que decidiram, em votação, não abrir a tribuna para o parlamentar

O ex-vereador e atual deputado estadual, Alysson Lima (PRB), está na manhã desta quarta-feira, 8, no plenário da Câmara Municipal para apresentar processo de pedido de impeachment do prefeito Iris Rezende (MDB).

“São três crimes de improbidade administrativa que nós reunimos em uma única peça jurídica. São quase 18 páginas do processo. É um processo conciso com elementos jurídicos fortes pra poder realmente indicar um caminho de impeachment aqui na Câmara Municipal”, avalia.

O parlamentar diz que conta com a consciência e visão social dos vereadores. “A Câmara não pode, diante de provas tão claras de crimes graves do prefeito, ficar de braços cruzados e ser omissa quanto a isso”.

Alysson afirma que entrou em contato previamente com o presidente da Casa, Romário Policarpo (Pros) que teria garantido a admissibilidade do processo e que ele vai seguir todo o trâmite necessário. “Estou com uma expectativa muito grande de que o prefeito será impedido juridicamente de administrar nossa capital nos próximos meses”.

No entanto, assim que a sessão foi aberta, vários vereadores começaram a se manifestar contra a abertura da tribuna para que o deputado discursasse. Clécio Alves (MDB), Paulo Magalhães (PSD), Felisberto Tavares (PR) e Alfredo Bambu (PRP) foram alguns dos que se posicionaram contra o pedido de impeachment.

Uma votação chegou a ser realizada para decidir se o parlamentar poderia ou não subir à tribuna e justificar sua proposta. Com placar de 17 votos contrários e 5 favoráveis, Alysson foi impedido de falar.

Lucas Kitão (PSL) que defendeu o direito do uso da palavra pelo parlamentar se revoltou com a situação e abandonou a sessão. Tatiana Lemos (PcDoB) também criticou a decisão dos colegas. “A ditadura chegou à Câmara”, lamentou.

Crimes

Alysson Lima denuncia que nos dois primeiros anos da gestão, Iris Rezende deixou a cidade parada para criar “saldo positivo”. “Fez isso para investir em obras nos últimos anos do mandato, uma questão puramente eleitoreira. Isso é muito grave”.

Ainda segundo o parlamentar, durante os dois primeiros anos, o prefeito deixou de investir em Saúde deixando pessoas morrerem nas filas aguardando vagas de UTI.

O deputado cita ainda o abandono de obras de Cmeis como mais um crime de improbidade cometido por Iris. A questão é, inclusive, alvo de ação do Ministério Púbico Federal.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.