Agências da Caixa e do Banco do Brasil são ocupadas por camponeses em 14 cidades goianas

Movimento Camponês Popular pede inclusão em programa habitacional da União. Famílias têm documentação pronta, mas governo federal alega falta de recursos

Famílias ocupam agência da Caixa em Vianópolis, a 100 km  de Goiânia

Famílias ocupam agência da Caixa em Vianópolis, a 100 km de Goiânia. Fotos: MCP/Divulgação

Agências bancárias da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil de 14 municípios goianos estão sendo ocupadas desde o início da manhã desta quinta-feira (26/6) por integrantes do Movimento Camponês Popular (MCP). O grupo protesta contra a diminuição da meta de contratação de moradias, o que resultou na não inclusão deles na segunda etapa do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), do governo federal.

Caso o MCP não seja incluído no Minha Casa Minha Vida 2 deste ano, 950 famílias deixarão de ser atendidas. A União alega contenção de gastos, no entanto, todos já estão com as respectivas documentações prontas.

As reivindicações do movimento são a inclusão de projetos das famílias ainda este ano para construção, reforma e ampliação de moradias; o pagamento dos empreendimentos que estão em andamento para que a continuação das obras; e que as propostas pautadas para melhoria do PNHR sejam consideradas para o Minha Casa Minha Vida 3, a ser implantado em 2015.

No total, são 18 agências dos Bancos federais ocupadas pelos manifestantes em Caldas Novas, Catalão, cidade de Goiás, Crixás, Ipameri, Itapuranga, Jaraguá, Santa Terezinha, Orizona, Posse, Vianópolis, Ceres, Uruana e Rubiataba. Os manifestos iniciaram entre 5h e 7h da manhã e atos do tipo foram registrados no Piauí e Bahia.

Em Catalão, camponeses protestam contra retirada deles na segunda etapa de projeto habitacional

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A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu como um dos melhores projetos de moradia do Brasil a construção de uma casa, que tem mais de 80m², se tornando referência internacional. Eles atuam no projeto há cerca de quatro anos e construíram cerca 2,5 mil residências.

Conforme informou o MCP, isso só foi possível pela organização em Goiás, que resultou no repasse de recursos da contrapartida do governo estadual em 2012, de R$ 10.000,00. Neste ano, o valor por unidade será de R$ 20.000,00.

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