Sigla considera ampliar o diálogo com as legendas progressistas agora que Eliton está fora da disputa como nome da esquerda. No entanto, Marconi segue como uma barreira intransponível

Ex-governador Marconi Perillo e ex-presidente Lula | Foto: Reprodução

Se por um lado a desistência do ex-governador José Eliton (PSB), então pré-candidato na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, aumenta as chances de composição entre o Psol e a Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), por outro, os crescentes rumores sobre a aproximação do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e do ex-presidente Lula (PT) podem jogar uma pá de cal nas chances de caminhada conjunta.

Apesar das negativas públicas de Marconi, de a indefinição do Partido do Trabalhadores, que postergou para dia 11 a definição de um nome para o governo, ser o motivo oficial de Eliton para a saída da disputa; informações de bastidores sustentam que o motivo real seria o crescimento da possibilidade de Perillo ser o nome de Lula em Goiás. Se a aliança entre os antigos rivais for consolidada, não haverá chance de qualquer acordo com Partido Socialismo e Liberdade, segundo a presidente do diretório municipal da legenda em Goiânia, a pré-candidata ao Senado, Manu Jacob.

“Não tem diálogo. O Marconi representa toda a política de privatizações, das bandeiras neoliberais, da pauta de ataque aos direitos dos trabalhadores. Então, [um acordo que o envolva] seria muito contraditório com o programa o Psol”, justifica. O ex-tucano inclusive foi um dos motivos da resistência da sigla ao nome de José Eliton, de quem Marconi é um aliado histórico. O avanço das negociações com o PSB no sentido de apoiar a federação formada pelo PT, PV e PCdoB, com possibilidade de indicar Eliton para a cabeça de chapa, foi o que freou as conversas entre o Partido dos Trabalhadores e a agremiação que Manu lidera em Goiânia.

Como já mostrou o Jornal Opção, a política considera a possibilidade de ampliar o diálogo com as legendas progressistas agora que Eliton está fora da disputa como nome da esquerda ao governo de Goiás. No entanto, Marconi segue como uma barreira intransponível. “Não quer dizer que porque o José Eliton recuou que a gente vai correr atrás para tentar fechar uma composição. Até porque a sombra do Marconi paira em cima da sigla do PT”, diz.