Alckmin aposta em viagem de Lula aos EUA para encerrar tarifas de Trump
19 fevereiro 2026 às 19h01

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O governo brasileiro acredita que a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, prevista para março, poderá resultar na eliminação das tarifas remanescentes impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A expectativa foi reforçada pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), durante agenda oficial no Rio Grande do Sul.
Alckmin afirmou que o encontro entre Lula e Donald Trump, já acertado em ligação realizada em janeiro, deve ocorrer na segunda quinzena de março, embora ainda não haja data definida. Segundo ele, a reunião representa uma oportunidade para avançar nas negociações comerciais e reduzir o chamado “tarifaço” de até 50% sobre exportações brasileiras.
O ministro destacou que as tarifas aplicadas pelos EUA não se justificam, já que o país mantém superávit comercial com o Brasil. Ele lembrou que, entre os principais produtos vendidos pelos norte-americanos ao mercado brasileiro, a maioria não paga imposto de importação, e a tarifa média é de apenas 2,7%. “Nosso objetivo é retirar o máximo possível dessas alíquotas, que são desproporcionais”, declarou.
A fala ocorreu durante a abertura da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial, em Caxias do Sul (RS), onde Alckmin também se reuniu com empresários da indústria e do setor vinícola.
Nos últimos meses, a Casa Branca já havia promovido reduções significativas. Em novembro, foram zeradas tarifas de 40% sobre parte dos produtos agrícolas brasileiros, beneficiando exportações de carne bovina fresca e congelada, cacau, café, frutas, vegetais, nozes e fertilizantes. Antes disso, Washington havia retirado tarifas globais de 10%.
Apesar dos avanços, setores como máquinas, calçados, móveis, pescados, motores e mel continuam sujeitos a alíquotas elevadas. A expectativa do governo brasileiro é que a reunião entre Lula e Trump resulte na eliminação definitiva dessas barreiras, fortalecendo o comércio bilateral e ampliando a competitividade da indústria nacional.
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