Augusto Diniz
Augusto Diniz

Elis Regina e Janis Joplin unidas pelo 19 de janeiro. Você sabe o motivo?

Duas das vozes mais importantes da história da música dividem data em sua trajetória

Tanto Elis Regina como Janis Joplin continuam a ser lembradas como ícones marcantes da música | Fotos: Divulgação

Janis Lyn Joplin e Elis Regina Carvalho Costa têm algo em comum. A cantora texana de Port Arthur Janis Jopin nasceu em 19 de janeiro de 1943 e completaria nesta quinta-feira (19/1) 74 anos. Já a gaúcha de Porto Alegre (RS) Elis Regina morreu no mesmo 19 de janeiro, só que no ano de 1982, há 35 anos. As duas marcaram a história da música e deixaram seus repertórios gravados na memória de fãs de diferentes gerações.

Enquanto Janis Joplin terá sempre seu espaço marcado no blues e no rock, a brasileira é considerada por muitos a melhor cantora de música popular brasileira (MPB) de todos os tempos.

Além da sonoridade inconfundível das duas, elas têm outra coincidência, desta vez trágica, que as une em suas carreiras. Janis morreu aos 27 anos, no dia 4 de outubro de 1970, por overdose de heroína, em Los Angeles, na Califórnia. Elis viveu nove anos a mais que Joplin, quando faleceu aos 36 também por uso além da conta de substância entorpecente, mas a droga que causou sua morte foi a cocaína, em São Paulo.

A voz encantadora de Janis Joplin pode ser ouvida nos discos Big Brother & The Holding Company (1982), Cheap Thrills (1986) e nos lançamentos póstumos gravados ao vivo Live at Winterland ’68 (1999) e Joplin: In Concert (1972), todos registros de gravações com a banda Big Brother & The Holding Company. Já na companhia da Kozmic Blues Band, a texana gravou I Got Dem Ol’ Kozmic Blues Again Mama! (1969). O álbum que gravou com a Full Tilt Boogie Band saiu no ano seguinte à sua morte, 1971, e se chama Pearl.

Em 2016 estreou no Brasil o documentário Janis: Little Girl Blue (2015), dirigido por Amy Berg. Para quem tem conta na Netflix, o filme faz parte do catálogo do serviço. Veja o trailer abaixo:

Já Elis Regina, mãe dos músicos João Marcelo Bôscoli, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, foi uma dura crítica da ditadura militar brasileira e defensora da anistia dos exilados. Gravou 18 discos de estúdio, teve lançados 12 álbuns ao vivo antes e depois de sua morte, 33 compactos e até hoje tem músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas, como no caso de Êta Mundo Bom!, de 2016, da Rede Globo.

Elis deu sua última entrevista 14 dias antes de morrer, em 5 de janeiro de 1982, à TV Cultura. A íntegra do programa Jogo da Verdade pode ser vista no link abaixo:

Outra participação imperdível de Elis na TV é o programa Ensaio, também da Cultura, de 1973:

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